quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Lido: O Regresso do Filho Pródigo

O Regresso do Filho Pródigo, de André Gide é, como se diz na contracapa da publicação em que ele é publicado, "um texto de natureza quase teatral, constituído por sucessivos diálogos" que tematiza "o conflito entre o conservadorismo e o hedonismo". Nem mais. Fica apenas a faltar dizer que se baseia no episódio bíblico com esse nome e que é, à semelhança deste, mais um dos tais textos que, mais do que verdadeiras peças de ficção, constituem uma reflexão íntima do autor, uma forma dele tentar tirar conclusões para si próprio. Tenho a certeza de que quem sofre do mesmo tipo de conflito interior, entre o conservadorismo e o hedonismo, lhe verá bastos motivos de interesse, o mesmo acontecendo com quem se pela por histórias inspiradas na Bíblia, ou quem adora diálogos empolados e com tanto de literário como de pouco natural. Infelizmente, não é o meu caso; não encontrei o mínimo interesse no conto. Poucas vezes um texto composto quase exclusivamente por diálogos conseguiu aborrecer-me tanto. Às vezes o mainstream literário é assim.

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