quinta-feira, 29 de janeiro de 2004

Uma perplexidade que nunca me largará

Tenho uma séria deficiência: nunca deixo de me espantar com a estupidez alheia (a minha, quando ataca, não me espanta: irrita-me). Especialmente com as proporções a que ela chega.

Vem isto a propósito da última vaga de vírus, o mydoom. É vírus que só infecta quem for suficientemente idiota para ir abrir o anexozinho. E a imensidão de mensagens que têm surgido infectadas com o bicharoco (fala-se já de 30% de todo o email trocado no planeta) é sintoma claríssimo da imensidão de imbecis que enxameiam este cibermundo.

Triste humanidade, que tem um cérebro e não o usa...

ADENDA: O mydoom, tal como todos os outros vírus do género, também se espalha por causa de certos programas de email (não digo quais, para não me acusarem de fazer propaganda anti-Microsoft), que correm automaticamente todos os anexos, a não ser que os utilizadores consigam entender o caos contra-intuitivo que são as suas ferramentas de personalização e desligar essa opção. E também se espalha por causa da ilusão confortável que muita gente tem de que basta ter um anti-vírus para estar protegida. Nada há de mais errado.

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