sábado, 27 de fevereiro de 2016

Lido: A Velha e os Lobos

A Velha e os Lobos é mais uma historinha popular que partilha com a maior parte das anteriores algumas características entre as quais se destacam um certo pendor para a lengalenga e um desenvolvimento pouco significativo, o que, de resto, não surpreende numa historinha de pouco mais de uma página. Mas é mais interessante do que muitas das outras. Por um lado, porque tem mais potencial para que um escritor que a isso se dedique pegue nela e a desenvolva; por outro, porque tem semelhanças óbvias com uma das mais célebres histórias para crianças, o Capuchinho Vermelho. Aqui, no entanto, quem sai de casa e depara com lobos é uma velha que parte não para levar comida à avozinha doente mas à procura de um padrinho para o batizado do neto.

A história mete ainda uma segunda personagem, bastante prestável, e uma cabaça versejadora e não tem final feliz. Também não tem uma moral particularmente clara, à exceção do aviso que faz contra curiosidades extemporâneas.

Um conto popular dos mais interessantes, portanto. Pelo menos para já.

Contos anteriores deste livro:

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