terça-feira, 16 de setembro de 2008

CSI: Portimão

Ah! Então é por isto que eu estou a pagar o triplo da contribuição autárquica...



PS: para quem não conhece, o senhor do bigode que aparece no fim é o Manuel da Luz, presidente da câmara, PS. PS-partido, não PS-PS. Vocês entendem...

PPS: usando os meus talentos sherlockianos, estou capaz de garantir que há por aí eleições à porta...

PPPS: mas OK, tá giro, sim senhor, pronto, levem lá a bicicleta... não me digam é quanto custou, para não me dar uma coisinha má...

PPPPS: a loura é que enfim... com tanta mulher bonita que há por aí...

PPPPPS: sim, gosto de reticências... processem-me...

A consulta das fontes

Quando consulto as minhas fontes, por algum motivo lá delas respondem-me sempre com o marulhar de água.

É mais uma coisa que achei que gostariam de saber.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Travão a fundo e marcha-atrás

Foi tamanha e universal a reacção negativa às "melhorias", que o Sitemeter voltou atrás.

Deram-me o que eu queria: the old Sitemeter back. Good!

E eis o oitavo

Pois é, pois é. O oitavo capítulo do meu exercício de sarcasmo intitulado Por Vós lhe Mandarei Embaixadores já se encontra publicado no blogue respectivo. Desta vez temos um capítulo um pouco maior do que a média do princípio da história, no qual obtemos mais alguma informação acerca do dirigível, do extraterrestre, do chefe de protocolo e da Tona.

domingo, 14 de setembro de 2008

Na hora de mandar o sitemeter à fava?

O sitemeter resolveu fazer uma plástica. Que iam melhorar a fiabilidade das contagens, diziam eles, que iam melhorar o serviço, diziam eles.

Mas que eu vejo é um novo site cheio de apitos e assobios, com menos funcionalidades do que o antigo (houve coisas que estavam disponíveis nas contas pagas via publicidade, mas que agora foram relegadas às contas pagas via cartão de crédito, numa manobra caça níqueis francamente desagradável), com um visual horrendo e tão longe de ser prático como é possível, lento como um caracol (provavelmente por cada página estar agora tão cheia de tralha) e tão cheio de bugs que já nem sequer consigo fazer login, depois de ter feito a activação da conta.

Ou aquilo melhora radicalmente nos próximos dias, ou o sitemeter já era.

E agora em estrangeiro para que me entendam bem lá na América:

Yo, sitemeterers, I want my old sitemeter back. The new one sucks really, really hard. It's slower than a snail, is constantly timing out, is outright ugly and the fact that some of the facilities we had are now only available to paid accounts is just nasty. Either this improves dramatically over the next few days, or I'll soon become an ex-user.

Metamorfose

Portugal é o rei do bócia
Portugal é o rei do bócio
Portugal é o rei do ócio

Brinco, mas é assim que aparecem os boatos.

Para que de boato se chegue a notícia, porém, é preciso dar mais um passo:

Portugal é o rei do ódio

sábado, 13 de setembro de 2008

Semana

Uma semana meio shitty, esta. Faz parte. Têm de haver semanas merdosas para se dar valor às que não o são.

Não que a sua condição acastanhada tenha tido grande impacto naquilo que aqui nos traz. O livro vai avançando em ritmo seguro e está agora na página 64, mais 52 do que há uma semana, mas relembro que estas são maiores do que as outras: enquanto que no último cada dez páginas de livro equivaliam a cerca de oito na tradução, neste a média até agora parece ser um pouco mais de 11 páginas de tradução por cada 10 de livro.

O wiki subiu até às 13 925 páginas, incluindo uma pequena ajuda, o que significa que o lucro da semana foi de 153. Não está mal.

As leituras foram, como é meu hábito, múltiplas e variadas.

Li Beijar-se em Castel Porziano da italiana Romana Petri, um conto mainstream sobre uma história de amor na terceira idade. Ternurento, mas decididamente não é esta a minha praia. O conto aborreceu-me bastante, apesar de ser curto. O principal problema das histórias cheias de bons sentimentos é serem tão absolutamente previsíveis, e esta não foi excepção. Com ela terminei a antologia Dois Mil e Quatro, uma edição da Cavalo de Ferro que reúne uma mistura heterogénea de contos e poemas, autores e tradutores. Tanta heterogeneidade tem vantagens (nunca se sabe o que nos espera ao virar a página), mas também tem desvantagens (uns contos francamente bons, outros bem fraquinhos; umas traduções francamente boas, outras francamente más, etc.). Neste livro gostei particularmente de descobrir o argentino Santiago Dabove e os romenos Urmuz e Bakonsky.

Também li O Sr. Sperling Desinfesta, um conto fantástico de Haskell Barkin sobre um tipo que tem fobia aos insectos e resolve desinfestar a casa, com consequências graves e muito imprevistas. Não gostei por aí além, devo dizer. Com ele, terminei o nº 2 do Magazine do Fantástico e Ficção Científica, breve tentativa de editar em Portugal o Magazine of Fantasy and Science Fiction, não se sabe bem quando mas tem todo o ar de ter sido nos anos 70. Este número tem alguns bons contos, mas a tradução é horrenda, e a própria edição deixa muito a desejar, com erros de paginação a dar com um pau. Não admira que não tenha vingado. Assim, de facto, é difícil.

Li também 2010 - O Ano em que Faremos Contrato, de Fábio Fernandes, uma tentativa bastante desastrada de ter piada. A ideia-base idiota (extraterrestes que chegam à Terra e se oferecem para trocar tecnologia por... um jogo de futebol) tem desculpa por o conto ser humorístico, visto que ideias idiotas dão frequentemente boa comédia, a previsibilidade do "final surpresa" tem menos mas enfim, também se perdoa, mas o que não se perdoa é a péssima estruturação do conto, que começa por ser assumidamente um conjunto de respostas a uma entrevista, para depois passar a narração simples sem motivo aparente. Nem o facto de não ter piada. Mau, francamente mau. Bem melhor é Craque na Família, de Ataíde Tartari, um conto bem contado sobre um pai que quer à viva força transformar o filho num ás da bola, e depara com algo de que não estava à espera. Nada mais digo; ir descobrindo o que se passa é metade do conto. Também li Os Pés, de Orlando Neves, mais um conto insólito e algo macabro sobre um homem que meteu na cabeça que iria arranjar maneira de se ver todo ao mesmo tempo. Bastante bom. Thieves' House, de Fritz Leiber, foi a leitura "em estrangeiro" da semana, outro conto com um forte odor a Howard. Li ainda Interrogatório, de Octávio dos Santos, até que enfim um conto razoavelmente bem conseguido deste autor, sobre um homem que é ferozmente interrogado e não sabe porquê. Provavelmente o melhor conto do livro até agora. E para rematar, li Separata Gratuita, de Mário-Henrique Leiria, um conto sobre "o que aconteceria se o arcebispo de Beja fosse ao Porto e dissesse que era Napoleão". Divertidíssimo, e para mim mais divertido ainda porque me aconteceu uma história muito parecida à que o Mário-Henrique descreve. Talvez um dia a conte por aí.

E foi só. Já podes sorrir, Cristina.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sétimo

Desculpem a interrupção do que quer que estejam a fazer. Isto é rápido e não demora. Prometo.

É só para avisar que o sétimo capítulo de Por Vós lhe Mandarei Embaixadores já se encontra disponível no sítio do c... aa... no respectivo blogue. Trata-se de mais um capítulo curto, no qual se discorre um pouco acerca do dirigível. Que dirigível? Leiam primeiro o capítulo anterior. E depois, leiam este.

domingo, 7 de setembro de 2008

Incontornável

Sempre que vejo alguém ser apelidado de incontornável, imagino-o gordo. Não simplesmente gordo, mas gordo de uma forma superlativa, monstruosa, uma imensa bola de gordura a perder de vista, tão vasta e redonda que desaparece para lá do horizonte, impossível de contornar.

Achei que gostariam de saber disto.

sábado, 6 de setembro de 2008

Semana

Pois é: estamos todos uma semana mais velhos.

E a minha deixou-me mais velho do que uma semana: as férias chegaram ao fim. Pois, já acabei de ler o livro e reatei o trabalho, e estou naquela fase em que é preciso dar muito à manivela até voltar ao ritmo. É difícil voltar ao ritmo, mesmo depois de umas férias só de alguns dias. Parece que o cérebro desliga, que perde ligações, que as sinapses suspiram de alívio e adormecem sem planos de voltar a acordar. Voltar a pôr tudo em movimento custa tempo e esforço. Acho esta nossa (ou será só minha?) característica um pouco bizarra, francamente.

Mas a verdade é que só depois de me tornar profissional da tradução, obrigado a prazos e a executar um x de trabalho num y de tempo, é que compreendi como é verdadeira a velha máxima que aconselha a quem quer fazer vida de escrever a fazê-lo todos os dias, sem excepção. Preguiçar tem custos maiores do que simplesmente o tempo que se leva de papo para o ar.

Mas adiante.

O livro vai na página 12. São páginas maiores do que as dos outros, porque agora não estou a traduzir a partir de um paperback, mas sim de um hardback. Ao todo, os dois volumes em português, ocupam no original 755 destas páginas, incluindo uma extensão enorme de anexos. Só faltam 743. Tá quase. É um tirinho. Heh!

O wiki mexeu e subiu às 13 772 páginas, uma boa subida de 191 desde a semana passada.

Quanto a leituras, além do livro para traduzir, li Lenda, um conto de FC de João Aniceto sobre a visão alienígena sobre os restos deixados por uma humanidade extinta. Leitura desagradável: muito banal e com a velha falha básica de concepção, tão comum em escritores que não pensam bem sobre as histórias que escrevem: se nem os terrestres são capazes de decifrar restos escritos deixados pela sua própria espécie, a menos que tenham uma pedra de roseta qualquer, como diabo irá uma espécie extraterrestre fazê-lo, com a sua psicologia necessariamente diferente e um conjunto de tradições culturais que nada terão em comum com as nossas? Bah! Este conto remata o livro A Lenda, colectânea de contos que vão do bom ao francamente mau, mas que normalmente andam entre o interessante e o medíocre.

Além disso, li também O Asseio, um conto muito pequeno de Orlando Neves que consegue a proeza de ser ao mesmo tempo surrealista, macabro e divertidíssimo. Digo-vos apenas que é sobre um nariz. Isso mesmo: um nariz. Muito bom. Em estrangeiro, li The Jewels in the Forest, de Fritz Leiber, mais uma aventura de Fafhrd e do Rateiro Cinzento, esta com um forte odor a Conan. Também li Mortimer Snodgrass Tartaruga de Jack C. Haldeman, uma fábula humorística de que não gostei por aí além. E li Metade, um continho mundano e banal de Octávio dos Santos, com um leve toque insólito, sobre o divórcio. Nada de transcendente, longe disso.

E foi só. Dentro de sete dias há mais.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Versos avulso

Versos inspirados por uma mensagem de email e por um velho provérbio

De génio e de louco

De génio e de louco
todos temos um pouco
uns têm mais de génio
outros mais de louco
e há até aqueles
que vão a pouco e pouco
deitando o génio fora
ficando só com o louco

A imprensa que temos

Complementando de certa forma este magnífico post do Daniel Oliveira acerca do momento mediático que atravessamos em Portugal, transfiro para aqui a maior parte de um comentário que deixei há dias num dos meus blogues preferidos (yes, I'm a sucker for space stuff. So?). Mais genérico e não tão focado nas "ondas mediáticas" de que o Daniel fala, parece-me que aponta para outro sintoma do mesmo problema. Cá vai:

Uma das maiores perversões da imprensa livre é que publica (livremente) seja o que for que lhe é fornecido sob a forma de "última hora", sem se preocupar em confirmar os factos, por medo de perder a manchete. No que toca à propaganda de curto prazo é precisamente tão indigna de confiança como a imprensa controlada. Mas como é "livre", as pessoas tendem a acreditar nela, o que não acontece quando se sabe que existe censura. E o que isto quer dizer é que a "imprensa livre" é mais eficiente como meio de distorcer a percepção pública dos factos do que a imprensa controlada.

O nosso mundo é do caraças, não é?

Eu tenho uma regra: não aceito como verdade seja o que for que apareça como "notícia" a respeito de situações em desenvolvimento. Até que essas "notícias" sejam confirmadas por relatórios independentes, é tão provável que sejam informação como desinformação.

Só gostaria que mais gente fizesse o mesmo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Sexto capítulo

Vivam!

Provavelmente já não é preciso avisar, que quem se interessa já deve saber, mas enfim... o sexto capítulo de Por Vós lhe Mandarei Embaixadores já se encontra online no sítio do c... hm... lá no tal sítio. Continuamos nos capítulos curtos, e neste vamos deparar com uma série de encontros e desencontros, o que é o mesmo que dizer que as coisas continuam a correr mal.

sábado, 30 de agosto de 2008

Semana

Aaaaah! Férias!

Ou quase. Ainda houve umas coisinhas a rematar. E o próximo livro continua em leitura, ainda que em ritmo de passeio e de leitura de prazer. Mas de resto, descanso. Necessário e, acho, merecido.

O wiki também anda calmo, e subiu até 13 581 artigos, mais 78 do que há uma semana, em parte graças a uma ajudinha.

Quanto a (outras) leituras, li Savant Songs, de Brenda Cooper, um conto bastante bom sobre uma história de amor entre um físico e a sua orientadora autista e universos paralelos. Com esta premissa talvez surpreenda se eu disser que se trata de ficção científica dura. Mas trata. E com este conto terminei a Year's Best SF 10, antologia organizada por David G. Hartwell e Kathryn Cramer, um livro que apesar de alguns baixos é em geral muito bom e inclui algumas historias magníficas.

Li também Aurélio, um conto do húngaro Dezsö Kosztolányi passado em pleno Império Romano, sobre aquilo que os homens civilizados procuram nos militares, e não gostei particularmente. Achei o conto um bocado simplório e a tradução fraquinha, especialmente no início. E li um continho de duas linhas do Mário-Henrique Leiria, Contabilidade Final, que comprova que a literatura SMS já existia antes do SMS. Pouca coisa, que a prioridade é o Martin. E o descanso.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Gatunagem

Dêem um salto a este post. Tem pouco texto, não se preocupem. Mas leiam-no. Continuem a ler. Até ao fim. Mesmo no fim. Viram? Mas viram? VIRAM?

Isto está impossível, realmente. Ainda mal comecei a publicar o romance e já fui roubado!

Damned americans!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Capítulo quinto

É só para avisar os interessados que já se encontra no sítio do costume o capítulo quinto de Por Vós lhe Mandarei Embaixadores. É de novo um capítulo bastante curto, mas este é fulcral. Não por conhecermos mais uma personagem, o estafeta, mas porque este vai levar o chefe de protocolo, que já conhecíamos, mas que reencontramos submerso em stress à beira de um ataque de nervos, a cometer um erro que vai determinar em grande medida muito daquilo que se seguirá.

Ah, sim, e também se vai começando a entender o porquê do título...

domingo, 24 de agosto de 2008

1535 posts etiquetados

Foi a 9 de Março que começou: pegar nos cerca de 1500 posts que na altura existiam na Lâmpada Mágica e ligar a cada um as etiquetas que parecessem mais adequadas. Entretanto, ao longo destes cinco meses e meio, foram escritos mais, chegando com este a 1535. E foram sendo etiquetados em interstícios de tempo roubado a tudo e mais alguma coisa, de frente para trás e de trás para a frente. Hoje esse trabalho terminou.

Foi uma viagem com o seu quê de curioso. Embora este blogue nunca tenha sido descaradamente umbiguista, ao contrário de tantos outros, não deixou de ir reflectindo as azias e alegrias de quem lhe foi dando vida. Mais azias do que alegrias, porque estes cinco anos coincidiram em parte com o ponto mais baixo da minha vida, e também com um dos grandes pontos baixos da democracia neste país e com um mundo em acentuada turbulência. Entretanto, o país melhorou um pouco, embora o portuguesinho, com a sua tradicional memória curta, pareça já se ter esquecido do que isto era quando andavam por cá o Barroso e o Santana. A minha vida também melhorou significativamente. O mundo é que nem por isso. Talvez antes pelo contrário.

O certo é que fui encontrando quem fui, post a post, o bom e o mau, aquilo de que me orgulho e as coisas que me envergonham. Houve posts que me senti tentado a apagar. Mas não o fiz. As únicas alterações que a Lâmpada sofreu no processo, além da etiquetagem, foi a correcção de algumas gralhas e de alguns links obsoletos. O resto ficou tudo como estava, facilmente acessível a quem tiver interesse, quer através dos links para as etiquetas que estão por baixo de cada post, quer através da lista que está ali em baixo, do lado esquerdo. Para a maior parte das etiquetas, tanto faz. Mas para aquelas com mais de 20 itens, aconselho a usar a lista, porque através dela têm acesso a todos os posts com essa etiqueta, e não apenas aos 20 mais recentes, como acontece via links.

Há várias etiquetas que, tudo somado, ligam a mais de 100 posts cada: "spamesia" (claro), mas também "blogosfera", "fc e f", "humor", "intimidades", "irritações", "lâmpada mágica" e "política". Pessoalmente, destacaria a spamesia e as ficções. Olhando para trás, parece-me que está aí o melhor que a Lâmpada contém. E evitaria as irritações: quase tudo o que me envergonha está aí (e na patetice das visitas à volta do mundo). Mas claro que vocês provavelmente terão outras opiniões.

sábado, 23 de agosto de 2008

Semana

Uma semana de semi-descanso, com alguns dias de descanso completo. Mas ainda tive de trabalhar um pouco: lendo o próximo livro, tentando encontrar um bom ponto para o separar em dois (está difícil) e traduzindo o extracto.

No wiki é que a semana foi proveitosa, com o total de páginas a subir a 13 503, mais 163 do que na semana passada.

Também deu tempo para ler outras coisas. Li três contos de Orlando Neves: O Homem Apressado, um conto surrealista com toques de horror sobre um homem que se vai devorando aos poucos; Um Bom Pai, outro conto com toques de horror sobre o regresso a casa de um pai de família psicologicamente pouco estável; A Sombra, um conto fantástico sobre a morte. Todos bem conseguidos. Em "estrangeiro", li The Circle Curse, de Fritz Leiber, um conto de fantasia da série do Fafhrd e Rateiro Cinzento. Também li O Stutzman Voador, um conto de fantasia com toques de horror de Neal Barrett, Jr., acerca de um viajante que se vê apanhado num ciclo infinito de viagens aéreas do qual não consegue sair, e que seria bastante interessante se não estivesse tão mal traduzido. Por fim, li Ao Vivo, e Morto Também, um conto francamente mau de Octávio dos Santos, que começa por parecer uma sátira à reality-TV, mas rapidamente descamba numa espécie de discurso juvenil do autor sobre aquilo que acha estar mal no nosso mundo.

Até para a semana.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Capítulo 4

está o quarto capítulo de Por Vós lhe Mandarei Embaixadores, de novo não muito grande (mas maior do que o terceiro). Aqui deparamos com um compasso de espera, durante o qual o tradutor automático começa a causar alguns problemas... hm... diplomáticos, digamos.

sábado, 16 de agosto de 2008

Semana

Ora vivam, caros semanófilos.

Esta semana, além de combater uma valente carraspana, daquelas que não chegam propriamente a gripe mas dão febre e dor de cabeça na mesma, acabei de rever o próximo volume do Martin, e mandei-o para o editor. O extracto do próximo também já está escolhido, resta apenas traduzi-lo, e o trabalho para este volume termina. Vão ser de novo mais de 500 páginas, e umas 500 páginas muito, muito boas. Espero que a tradução lhes faça justiça.

Do lado do Bibliowiki é que, pelo contrário, as coisas mexeram muito pouco. A semana termina com apenas 6 páginas novas, subindo o total para 13 340.

Quanto a leituras, acabei dois livros. Os Guerreiros de Madrugada de M. A. Foster, é um romance razoável de ficção científica, cheio de boas ideias mas com uma execução pobre (Foster parece ter-se apaixonado pelos seus pós-humanos ler, e infodumpa violentamente acerca deles) e estragado por uma certa atmosfera new age perfeitamente dispensável. O Lobisomem, de Virgínia de Castro e Almeida, é um conto fantástico que tem como principal motivo de interesse o facto de nos apresentar uma versão do mito do lobisomem tal como ele existe (existia?) em Portugal, sem contaminações anglo-saxónicas.

Além dos livros, li também alguns contos. Outono, de João Aniceto, é um conto de ficção científica sobre a solidão, cujo protagonista "naufraga" num planeta habitado por alienígenas que recusam contacto com os humanos. A premissa pode dar coisas boas, mas não neste caso: o conto é muito fraquinho, dos piores contos do Aniceto. Silvervit e Lillvacker, do sueco Fridtjuv Berg, é uma fábula típica, na qual a dupla de protagonistas gémeos consegue mais coisas boas do que o que desejou devido à bondade dos seus corações. Já passei da idade, mas reconheço um bom conto infantil quando o vejo. Em estrangeiro, li The Eckener Alternative, de James L. Cambias, um conto de FC sobre viagem no tempo, no qual o protagonista desata a mudar a história porque gostava de zepelins e os queria salvar. Pois, é pateta. Imagino que quem goste tanto de zepelins como o protagonista goste muito do conto, mas não é o meu caso. Por fim, Semântica, do Mário-Henrique Leiria, um pequenino conto de ficção científica no qual um extraterrestre tenta comunicar e acaba por ter de despachar um autoritariozinho, como, aliás, é frequente acontecer nos contos do MHL. Delicioso.

E foi só. Para a semana haverá mais.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Terceiro capítulo

O capítulo da semana de Por Vós lhe Mandarei Embaixadores é de novo um capítulo curto. Desta vez continuamos a olhar para o passado, explicando resumidamente como foi que das palavras de Cisco Sadio se evoluiu (ou será que se involuiu?) até ao sistema tal como ele existe na altura em que o hoog aterra.

sábado, 9 de agosto de 2008

Semana

Pois já está o livro traduzido, é verdade. E já começou a ser revisto. E o próximo também já está a ser lido.

E é praticamente tudo o que há a dizer da semana que passou, porque o wiki subiu apenas 19 páginas, para 13 334, e no que toca a leituras, bem, li que me fartei mas foi quase só de trabalho. As leituras de prazer ficaram mais ou menos em stand-by.

Para a semana haverá mais a dizer, provavelmente.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Twitter

Só para o caso de algum de vocês ter interesse por estas coisinhas, informo que abri uma conta no twitter (sigam este link e chegarão até ela). Tenho andado a ver se me instalo ou me vou embora, mas parece que é para ficar. A coisa tem a sua utilidade.

Não sabem o que é o twitter? Bem, é um daqueles serviços de redes sociais, só que este tem uma filosofia diferente dos orkuts e hi5 que há por aí, servindo para dar curtas informações a quem nos "segue". "Curtas" é mesmo curtas: 140 caracteres. Uma espécie de SMS'es de largo espectro e com possibilidade de incluir links. E, sim, dá para configurar a coisa de forma a receber as actualizações daqueles que "seguimos" como SMS'es verdadeiros, no telelé.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Segundo capítulo

Já se encontra online o segundo capítulo de Por Vós lhe Mandarei Embaixadores, bastante mais longo do que o primeiro, no qual acontece um flashback e travamos conhecimento com uma família banalíssima que segue à distância um ponto de viragem na história.

Já agora, informo também que o blogue do romance só conterá o romance. Tudo o que houver a dizer acerca dele será dito aqui, na Lâmpada (excepção feita, bem-entendido, a eventuais respostas a comentários, mas mesmo estas, se necessitarem de um desenvolvimento maior, serão provavelmente transferidas para aqui).

sábado, 2 de agosto de 2008

Semana

Isto tá quase, malta! Recta final, luz no fundo do túnel, esses chavões todos e mais uns quantos para dar mais sabor à salada. Tá quase!

Quão quase? Bem, vou na página 1096, o que quer dizer que o avanço da semana foi de 64, e que faltam 32. Está por dias. E se alguém andar por aí curioso, a tradução já feita conta 495 páginas padronizadas; como termo de comparação, a Tormenta terminou com 549 (mais anexos, que acabaram por não ser publicados), ou seja, este vai sair um pouco mais pequeno (ou menos grande), a menos que a editora decida publicar aqui os anexos que traduzi para a Tormenta.

Depois, será revisão. E depois envio. E descobri aqui há dias que este é o 10º livro que traduzo de fio a pavio.

Mas adiante. No wiki a semana foi razoavelmente calma, com um aumento de 98 páginas, subindo o total para 13 315. E quanto mais coisas acrescento ao wiki, mais coisas descubro que lá faltam. Curioso fenómeno, este.

E é só. Li pouquíssimo ao longo desta semana, e, claro, não terminei nada.