domingo, 10 de julho de 2011

Lido: Infinito

Infinito é um pequeno conto de Óscar de Sá, no qual o autor se põe na pele de um autor que barafusta violentamente contra si próprio por nunca ser capaz de acabar nenhuma das obras a que dá início. São cinco páginas de autorrecriminações e muito cedo se torna óbvio qual o fim que o conto vai ter. Apesar de não estar mal escrito, achei este conto bastante fraco e, acima de tudo, muito desinteressante. Mesmo apesar de ter havido aqui e ali uma certa identificação com o autor que se flagela por causa da mania de não acabar as coisas. Imagino que para alguém que não seja autor o conto tenha ainda menos interesse do que para mim. Ou então talvez não, talvez ache curioso assistir a esta faceta de tantos de nós. Talvez as duas coisas.

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