Lá se foi mais um quarto de rotação da Lua em volta do nosso planetazinho azul, verde e ocre. E aqui neste seu canto fez-se uma série de coisas, incluindo:
Traduzir. O livro vai na página 808, o que não dá um avanço de 82 porque deixou de haver coisas traduzidas mais para diante. Faltam 320, e o plano não tem nem atrasos nem adiantamentos.
No wiki não mexi mas houve quem mexesse, de modo que há por lá mais 3 páginas: 12 913.
Ler. Nos intervalos de um par de histórias maiores fui lendo uns contos: O Carteiro, de Orlando Neves, um continho insólito, ainda que desta vez não muito macabro, sobre um carteiro sem vida própria; O Graal Profano, de Fritz Leiber, conto de fantasia que conta como o Rateiro Cinzento foi forçado a fugir para se ir encontrar com o Fafhrd; O Cão Verde, de Mel Gilden, conto de FC (ou será fantasia com disfarce?) sobre um tipo banal que encontra um cão verde. Os teóricos da "ideia", estou certo, odiariam este conto. A ideia realmente é parvinha. Mas para mim isso pouca importância teria se estivesse bem concretizada, bem traduzida e bem editada, o que não está. Caminhos de Ferro, de Octávio dos Santos, um conto distópico próximo à FC sobre viagens suburbanas de comboio. Faz lembrar alguns contos do Barreiros, o que não é uma boa coisa, porque os do Barreiros são muito, muito melhores. Mas muito melhores. E Visitantes, do João Aniceto, um conto de FC passado num futuro longínquo em que a Terra está despovoada e entregue a grupos conservadores e conformistas, periodicamente visitados por descendentes dos que partiram para o espaço. Interessante. Um dos mais interessantes contos do Aniceto.
sábado, 28 de junho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
sábado, 21 de junho de 2008
Perda de tempo com outras simetrias

O Francisco pergunta ali em baixo se o Spore dá para fazer coisas assimétricas. Bem, assimétricas, propriamente, acho que não (ainda não explorei a coisa a fundo; só a tenho desde anteontem à noite... apesar de ter já feito 19 bichos... ahem...), mas dá para usar uns truques e arranjar simetrias que parecem diferentes da bilateral. Ilustro:
Apresento-vos o Catolas, um bicharoco parecido com um cacto que, com base num corpo que à partida tinha simetria bilateral (a qual, aliás, ainda é patente no pedúnculo que o tipo usa para passear, embora não se note nesta imagem), transformei numa criatura de simetria radial, com seis tentáculos a rodear pinças bucais dispostas em cruz, oito olhos e seis cornos dispostos a meio do tronco, para defesa.
Este é bem mais alien do que o sapilandro, mas um passeio pela sporepedia descobre coisas ainda mais bizarras (muitas claramente não funcionais, aliás, mas quem se importa com detalhes desses?)
Olha? 10 mil?
Olha, agora reparo. O contador de acessos da Lâmpada atingiu as 10 mil visitas hoje de manhã. Até posso dizer quem foi: foi um utilizador lisboeta da Optimus que chegou cá às 11 e meia, via O Sonho de Newton, e se foi logo embora.
Dez mil não é grande coisa em termos de valor absoluto, até porque está a contar desde 2003 e há por aí blogues que têm mais do que isso em meia dúzia de meses, mas é um número giro. Obrigado a todos os que têm contribuído para ele ao longo destes anos.
Edit: São cem mil, não são dez mil. Silly me... Chapéu pró Asulado, que me puxou as orelhas com razão.
Dez mil não é grande coisa em termos de valor absoluto, até porque está a contar desde 2003 e há por aí blogues que têm mais do que isso em meia dúzia de meses, mas é um número giro. Obrigado a todos os que têm contribuído para ele ao longo destes anos.
Edit: São cem mil, não são dez mil. Silly me... Chapéu pró Asulado, que me puxou as orelhas com razão.
Semana
Calminha, esta semana. Não se trabalhou muito, perdeu-se tempo com brincadeiras e fez-se algumas coisas que já estavam há muito tempo à espera de serem feitas mas que não interessam a mais ninguém. O que talvez interesse a alguém é que...
O livro vai na página 726, 52 páginas de avanço relativamente à semana passada, e mantendo ainda coisas traduzidas mais à frente. Faltam já menos de 400.
O wiki está na mesma. Fiz férias de wiki, e suspeito que vou continuar em férias de wiki durante mais algum tempo.
Leituras houve, mas não acabei nada além de uns quantos contos. E se calhar tinha piada ir falando dos contos. Então, li O Equinócio dos Loucos, de A. E. Bakonsky, escritor romeno, um conto fantástico sobre a violência étnica. Bom. Também li The Risk-Taking Gene as Expressed by Some Asian Subjects, de Steve Tomasula, um conto de FC literária sobre um geneticista que anda à procura do gene do risco e acaba envolvido com a máfia chinesa sem saber bem como. Bastante interessante. Continuei a plácida degustação dos contos do Mário-Henrique Leiria, com Apenas..., um conto que bem pode ser visto como FC, em que o pobre infeliz do protagonista se vê apanhado numa encruzilhada de exércitos históricos, dos mais bárbaros que a espécie produziu. Muito bom. Também li num instante A Caridade, de Orlando Neves, um conto insólito e macabro que faz lembrar o ambiente das coisas do João Seixas publicadas no E-nigma. E li As Mulheres da Neve, do Fritz Leiber, novela de fantasia que conta como Fafhrd fugiu da sua pátria para ir dar origem à parceria com o Rateiro Cinzento. E acho que foi só isto.
O livro vai na página 726, 52 páginas de avanço relativamente à semana passada, e mantendo ainda coisas traduzidas mais à frente. Faltam já menos de 400.
O wiki está na mesma. Fiz férias de wiki, e suspeito que vou continuar em férias de wiki durante mais algum tempo.
Leituras houve, mas não acabei nada além de uns quantos contos. E se calhar tinha piada ir falando dos contos. Então, li O Equinócio dos Loucos, de A. E. Bakonsky, escritor romeno, um conto fantástico sobre a violência étnica. Bom. Também li The Risk-Taking Gene as Expressed by Some Asian Subjects, de Steve Tomasula, um conto de FC literária sobre um geneticista que anda à procura do gene do risco e acaba envolvido com a máfia chinesa sem saber bem como. Bastante interessante. Continuei a plácida degustação dos contos do Mário-Henrique Leiria, com Apenas..., um conto que bem pode ser visto como FC, em que o pobre infeliz do protagonista se vê apanhado numa encruzilhada de exércitos históricos, dos mais bárbaros que a espécie produziu. Muito bom. Também li num instante A Caridade, de Orlando Neves, um conto insólito e macabro que faz lembrar o ambiente das coisas do João Seixas publicadas no E-nigma. E li As Mulheres da Neve, do Fritz Leiber, novela de fantasia que conta como Fafhrd fugiu da sua pátria para ir dar origem à parceria com o Rateiro Cinzento. E acho que foi só isto.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Raio de perda de tempo

Apresento-vos o Sapilandro, um dos vários bichos esquisitos que criei desde que descarreguei o demo do Creature Creator do Spore, ontem. O raio da coisa é absolutamente absorvente, especialmente se se é um biólogo com um fascínio de décadas por FC, o que implica outras biosferas, outras formas de vida, outras estruturas corporais. O Sapilandro até que é dos mais "normaizinhos", com duas pernas e dois braços, simetria bilateral e uma grande boca, como um homenzinho... já fiz coisas bem mais esquisitas, e já resmunguei cá com os meus botões com o facto da demo só dar para fazer coisas com membros e não ter nem barbatanas nem asas propriamente ditas. Quero-quero-quero o programa completo, e o jogo também, que parece que vai sair em Setembro. Quero-quero-quero-quero.
Mas suspeito que vou ficar pelo querer-querer-querer. É que se me meto nisto, desato a perder tempo e a perder tempo e a perder mais tempo, e às tantas as coisas que é preciso fazer começam a ficar por fazer, e depois a vida dá um nó e aperta. E eu gosto de respirar.
domingo, 15 de junho de 2008
Julguei que tinha percebido
Ontem julguei que tinha percebido o que se estava a passar. Mas hoje, com o número de visitantes, até agora, a não passar de 14, e a Lâmpada ainda em primeiro lugar na pesquisa google sobre "lâmpada mágica", percebi que afinal não.
Que diabo foi aquilo ontem?!
Que diabo foi aquilo ontem?!
sábado, 14 de junho de 2008
Espantoso
Espantoso é que de repente, literalmente de um dia para o outro, aqui a Lâmpada tenha saltado de uns pacatos 30-40 visitantes por dia para mais de 200, e ainda o dia não está no fim.
Fui ver o que se teria passado, se alguém influente teria feito alguma ligação para cá, mas não encontrei nada: o technorati continua na mesma, autoridade 15, whatever that is, ranking mais de 400 mil, o que é modesto, e o último link a ser o do Faraway, So Close! aqui de há dias.
Depois fui experimentar fazer uma pesquisa por "lâmpada mágica" no Google. E, tau, lá estava a Lâmpada em primeiro lugar. Porquê? Mistérios googlianos. Mas pelos vistos há por aí muita malta que anda à procura de lâmpadas mágicas e se sente com sorte ou clica no primeiro resultado que encontra.
Já houve duas ou três situações semelhantes de aumento súbito de visitas, mas nunca tinha chegado a números tão elevados. E eu tenho sentimentos dúbios a respeito destas "popularidades aditivadas". Por um lado, é sempre divertido emparelhar com os "grandes" (bem... com os médios) durante algum tempo. Mas por outro, toda esta malta que aparece assim caída de paraquedas não é realmente composta por leitores meus. Talvez alguns se tornem, dois ou três, mas a esmagadora maioria vem uma vez e vai-se embora para não voltar. Durante estes acessos de "popularidade" perco sempre a noção de quantos leitores realmente tenho.
Não que seja muito importante, se pensarmos bem. E também não que os números em alturas mais normais sejam propriamente graváveis em pedra: se houver por aí muita gente como eu, a maior parte dos posts lidos não são contabilizados nos medidores de acessos, porque são lidos via RSS e não através de visitas ao blog. Daí que eu pense nos tais 30-40 como um mínimo de leituras diárias e não como o número de leitores diários. De modo que a perturbação causada pelo salto acaba por ter bastante de irracional. Mas quem disse que eu era sempre racional?
Fui ver o que se teria passado, se alguém influente teria feito alguma ligação para cá, mas não encontrei nada: o technorati continua na mesma, autoridade 15, whatever that is, ranking mais de 400 mil, o que é modesto, e o último link a ser o do Faraway, So Close! aqui de há dias.
Depois fui experimentar fazer uma pesquisa por "lâmpada mágica" no Google. E, tau, lá estava a Lâmpada em primeiro lugar. Porquê? Mistérios googlianos. Mas pelos vistos há por aí muita malta que anda à procura de lâmpadas mágicas e se sente com sorte ou clica no primeiro resultado que encontra.
Já houve duas ou três situações semelhantes de aumento súbito de visitas, mas nunca tinha chegado a números tão elevados. E eu tenho sentimentos dúbios a respeito destas "popularidades aditivadas". Por um lado, é sempre divertido emparelhar com os "grandes" (bem... com os médios) durante algum tempo. Mas por outro, toda esta malta que aparece assim caída de paraquedas não é realmente composta por leitores meus. Talvez alguns se tornem, dois ou três, mas a esmagadora maioria vem uma vez e vai-se embora para não voltar. Durante estes acessos de "popularidade" perco sempre a noção de quantos leitores realmente tenho.
Não que seja muito importante, se pensarmos bem. E também não que os números em alturas mais normais sejam propriamente graváveis em pedra: se houver por aí muita gente como eu, a maior parte dos posts lidos não são contabilizados nos medidores de acessos, porque são lidos via RSS e não através de visitas ao blog. Daí que eu pense nos tais 30-40 como um mínimo de leituras diárias e não como o número de leitores diários. De modo que a perturbação causada pelo salto acaba por ter bastante de irracional. Mas quem disse que eu era sempre racional?
Semana
Não correu lá muito bem, esta. Irritações várias e um dia perdido a correr supermercados fizeram cair a produtividade. Mas não há crise: o atraso no plano é perfeitamente recuperável e foi sendo recuperado ao longo dos dois últimos dias. Neste momento é só de duas páginas.
Já estou a falar da tradução, sim. Vai na página 674, mais 54 do que na semana passada, incluindo um longo poema que ocupa quase uma página inteira e que levou um tempo que nunca mais acabava a pôr mais ou menos em condições. Porreiro é que a semana que vem é uma semana descansada, com uma série de capítulos pequeninos que me vão deixar tempo livre para tratar dumas coisas que eu cá sei.
O wiki também travou, claro: Tem agora 12 910 páginas, mais 93 do que na semana passada.
E mais nada de que valha a pena falar aqui.
Já estou a falar da tradução, sim. Vai na página 674, mais 54 do que na semana passada, incluindo um longo poema que ocupa quase uma página inteira e que levou um tempo que nunca mais acabava a pôr mais ou menos em condições. Porreiro é que a semana que vem é uma semana descansada, com uma série de capítulos pequeninos que me vão deixar tempo livre para tratar dumas coisas que eu cá sei.
O wiki também travou, claro: Tem agora 12 910 páginas, mais 93 do que na semana passada.
E mais nada de que valha a pena falar aqui.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Óptimo
O Tratado de Lisboa foi chumbado pelos irlandeses. Excelente!
Olhem uma ideia maluca: e que tal agora fazermos a coisa de forma democrática? Democracia, sabem o que é? Aquela coisa em que as pessoas são consultadas sobre o que pretendem da construção europeia antes de se elaborarem as "constituições" (tenham ou não esse nome) e serem levadas a referendo com a tradicional chantagem do "não podem votar contra, porque senão será uma catástrofe".
É só uma ideia maluca, bem sei.
Mas o que é realmente relevante é que o Tratado de Lisboa está morto. Porreiro, pá!
Enterremo-lo e sigamos em frente.
Olhem uma ideia maluca: e que tal agora fazermos a coisa de forma democrática? Democracia, sabem o que é? Aquela coisa em que as pessoas são consultadas sobre o que pretendem da construção europeia antes de se elaborarem as "constituições" (tenham ou não esse nome) e serem levadas a referendo com a tradicional chantagem do "não podem votar contra, porque senão será uma catástrofe".
É só uma ideia maluca, bem sei.
Mas o que é realmente relevante é que o Tratado de Lisboa está morto. Porreiro, pá!
Enterremo-lo e sigamos em frente.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Ah, sim, e...
... eu cá acrescentaria uma coisa ao adágio. Depois de:
Se queres conhecer alguém passa-lhe poder para as mãos
... diria que:
mas arranja-te de maneira a poderes retirar-lho a toda a pressa, se for preciso.
Se queres conhecer alguém passa-lhe poder para as mãos
... diria que:
mas arranja-te de maneira a poderes retirar-lho a toda a pressa, se for preciso.
Coisas certas que me foram ditas ontem
Ontem foram-me ditas algumas coisas muito, muito acertadas. A mais acertada de todas, embora não propriamente original, foi o velho adágio: se queres conhecer alguém passa-lhe poder para as mãos.
Aquilo que se faz com o poder define o carácter (ou a falta dele) de cada um. E isto funciona a todos os níveis: do poder quase supremo de vida e morte para milhões de pessoas que têm os líderes políticos dos países mais fortes do planeta à mesquinhez do poderzinho miudinho de funcionários burocráticos ou de gestores de comunidades virtuais, passando pelo poder daquilo que dá todo o ar de serem bandos de criminosos armados de camiões, que paralisam um país inteiro graças à ameaça de violência (ultrapassando por vezes a simples ameaça) e à intimidação.
A constatação que fica, a triste, a deprimente constatação que se torna inevitável quando olhamos para o que faz a miríade de criaturinhas que se apanha com um bocadinho de poder nas mãos, é que ou esta espécie é composta principalmente por pequenos e grandes canalhas, por pequenos e grandes pulhas, por pequenas e grandes bestas quadradas, ou então estes têm uma especial apetência para procurar situações de poder em que possam "revelar-se" em toda a sua pujança.
Bem que o macaco nu podia já ter sacudido um bocadinho mais de selva de cima das espáduas. Já teve tempo mais que suficiente para isso.
Aquilo que se faz com o poder define o carácter (ou a falta dele) de cada um. E isto funciona a todos os níveis: do poder quase supremo de vida e morte para milhões de pessoas que têm os líderes políticos dos países mais fortes do planeta à mesquinhez do poderzinho miudinho de funcionários burocráticos ou de gestores de comunidades virtuais, passando pelo poder daquilo que dá todo o ar de serem bandos de criminosos armados de camiões, que paralisam um país inteiro graças à ameaça de violência (ultrapassando por vezes a simples ameaça) e à intimidação.
A constatação que fica, a triste, a deprimente constatação que se torna inevitável quando olhamos para o que faz a miríade de criaturinhas que se apanha com um bocadinho de poder nas mãos, é que ou esta espécie é composta principalmente por pequenos e grandes canalhas, por pequenos e grandes pulhas, por pequenas e grandes bestas quadradas, ou então estes têm uma especial apetência para procurar situações de poder em que possam "revelar-se" em toda a sua pujança.
Bem que o macaco nu podia já ter sacudido um bocadinho mais de selva de cima das espáduas. Já teve tempo mais que suficiente para isso.
sábado, 7 de junho de 2008
Semana
Antes de mais, aqui a Lâmpada tem tido nos últimos tempos alguns problemas com os comentários. Não sei se todos os utilizadores têm sido afectados, mas pelo menos eu fui tentar por duas vezes meter um comentário-resposta e não consegui. É algum problema passageiro, espero, e apesar de alheio peço desculpa.
Do lado da labuta, já recomeçou a tarefa de transformar texto inglês em português, com toda a cagança, pujança e espírito aca... hm... 'perem aí... isto foi noutros tempos, noutra cidade e noutra área. Houve aqui um cruzamento esquisito de espaço-tempo. As minhas desculpas. Mas pronto, vai-se na página 620, com coisas traduzidas mais para diante, o que significa que não faltam propriamente 508 páginas, mas umas 490, mais ou menos duas ou três.
No wiki a semana voltou a ser produtiva, com o total de páginas a subir para 12 817, um acréscimo de 266 nos últimos sete dias. E não, desta vez não houve ajudas...
Também despachei mais um livrinho, A Rainha da Costa Negra, do Robert E. Howard. Este tem dedo meu, uma das minhas primeiras traduções profissionais (se bem me lembro, foi mesmo a primeira), e estive a lê-lo basicamente para ver o que fizeram os coleguinhas.
Do lado da labuta, já recomeçou a tarefa de transformar texto inglês em português, com toda a cagança, pujança e espírito aca... hm... 'perem aí... isto foi noutros tempos, noutra cidade e noutra área. Houve aqui um cruzamento esquisito de espaço-tempo. As minhas desculpas. Mas pronto, vai-se na página 620, com coisas traduzidas mais para diante, o que significa que não faltam propriamente 508 páginas, mas umas 490, mais ou menos duas ou três.
No wiki a semana voltou a ser produtiva, com o total de páginas a subir para 12 817, um acréscimo de 266 nos últimos sete dias. E não, desta vez não houve ajudas...
Também despachei mais um livrinho, A Rainha da Costa Negra, do Robert E. Howard. Este tem dedo meu, uma das minhas primeiras traduções profissionais (se bem me lembro, foi mesmo a primeira), e estive a lê-lo basicamente para ver o que fizeram os coleguinhas.
sábado, 31 de maio de 2008
Semana
Esta semana foi passada a ler a próxima tradução (e também a reler uma parte já lida), a descomprimir um bocadinho e a arrumar uns trabalhos pendentes relativos à última: escolher, traduzir e rever o extracto do próximo volume, preparar um ficheirito com nomes de sítios para pôr nos mapas, escrever uma sinopse, planear o trabalho dos próximos três meses, essas coisas. Tradução, propriamente dita, foi só o extracto.
Do lado do wiki, a coisa subiu até às 12 551 páginas, mais 168 do que na semana passada. Fui agora ver, e é o 211º maior do mundo inteiro, entre o Jargon Français e o Wikinews inglês. Pelo menos em número de páginas; devido à sua estrutura (e ao facto de haver muuuuuito autor de uma obra só por aí), o Bibliowiki tem um número maior de páginas pequenas do que a maior parte dos wikis.
Para além disso, depois de acabar a leitura da próxima tradução acabei também um livro que já na semana passada estava quase: O Projecto Candy-Man do João Barreiros. Giro. Cheira é muito a Terrarium (e o Terrarium é bem melhor) com uns fortes pozinhos de O Teste e dos Quatro Milhões de Lolitas.
Os outros dois membros da trilogia é que, pelos vistos, ficaram pelo plano. Que o segundo saía em Janeiro, depois que saía em Março, já estamos praticamente em Junho e nada.
É o costume.
Do lado do wiki, a coisa subiu até às 12 551 páginas, mais 168 do que na semana passada. Fui agora ver, e é o 211º maior do mundo inteiro, entre o Jargon Français e o Wikinews inglês. Pelo menos em número de páginas; devido à sua estrutura (e ao facto de haver muuuuuito autor de uma obra só por aí), o Bibliowiki tem um número maior de páginas pequenas do que a maior parte dos wikis.
Para além disso, depois de acabar a leitura da próxima tradução acabei também um livro que já na semana passada estava quase: O Projecto Candy-Man do João Barreiros. Giro. Cheira é muito a Terrarium (e o Terrarium é bem melhor) com uns fortes pozinhos de O Teste e dos Quatro Milhões de Lolitas.
Os outros dois membros da trilogia é que, pelos vistos, ficaram pelo plano. Que o segundo saía em Janeiro, depois que saía em Março, já estamos praticamente em Junho e nada.
É o costume.
domingo, 25 de maio de 2008
Pensando melhor...
Pensando melhor, o plano que expus aqui em baixo nunca iria resultar:
- Os madeirenses nunca votariam "naqueles cubanos do Contnent";
- Os açorianos ficariam o tempo todo à espera de ver aparecer a Nelly Furtado e quando descobrissem que ela afinal não ia cantar já se teria acabado o prazo para a votação, altura em que resmungariam qualquer coisa ininteligível e rogariam uma praga ao espírito santo;
- Os algarvios só votariam no Reino Unido, Alemanha, Holanda e Suécia, para não chatear as "mulas";
- A Cova da Moura não votaria porque lá ninguém tem dinheiro para pagar a conta do telefone;
- Os países pequeninos, quando nos vissem chegar em massa, com as camisolas da selecção, os garrafões de tintol e os couratos, aos gritos de "Cristianooo Ronaldooo", fugiriam da Europa e iriam pedir asilo político à Ásia. Com terramotos, tsunamis, tufões e tudo;
- Os caboverdianos só votariam no representante da Cova da Moura;
- E no estado em que estão as finanças lusas, cortar os telefones aos imigrantes de Leste significaria privar o país de uma importante fonte de receitas, fundos que de outro modo seriam encaminhados directamente para a Rússia, Ucrânia, Roménia ou Moldávia.
Ou seja, o meu brilhante plano de seis pontos só daria bronca. É pena.
- Os madeirenses nunca votariam "naqueles cubanos do Contnent";
- Os açorianos ficariam o tempo todo à espera de ver aparecer a Nelly Furtado e quando descobrissem que ela afinal não ia cantar já se teria acabado o prazo para a votação, altura em que resmungariam qualquer coisa ininteligível e rogariam uma praga ao espírito santo;
- Os algarvios só votariam no Reino Unido, Alemanha, Holanda e Suécia, para não chatear as "mulas";
- A Cova da Moura não votaria porque lá ninguém tem dinheiro para pagar a conta do telefone;
- Os países pequeninos, quando nos vissem chegar em massa, com as camisolas da selecção, os garrafões de tintol e os couratos, aos gritos de "Cristianooo Ronaldooo", fugiriam da Europa e iriam pedir asilo político à Ásia. Com terramotos, tsunamis, tufões e tudo;
- Os caboverdianos só votariam no representante da Cova da Moura;
- E no estado em que estão as finanças lusas, cortar os telefones aos imigrantes de Leste significaria privar o país de uma importante fonte de receitas, fundos que de outro modo seriam encaminhados directamente para a Rússia, Ucrânia, Roménia ou Moldávia.
Ou seja, o meu brilhante plano de seis pontos só daria bronca. É pena.
sábado, 24 de maio de 2008
Plano para ganhar o festival da canção
É fácil. Para ganhar o festival da canção, ou Portugal ou um país congénere, basta:
1) Dar a independência à Madeira
2) Dar a independência aos Açores
3) Dar a independência ao Algarve
3½) Dar a independência à Cova da Moura
4) Emigrar em grande número para países pequeninos (Malta, São Marino, Liechtenstein, Islândia, etc.)
5) Convencer a Eurovisão a integrar Cabo Verde
6) Votarmos todos uns nos outros.
Para cumprir o ponto 6 convém cortar durante um par de horas os telefones dos imigrantes ucranianos, que de há uns anos para cá fazem com que Portugal dê sempre a vitória à Ucrânia, o que é chato. Cumprido este plano (e o corte de telefone), a vitória é nossa.
Agora a sério: quem é que ainda leva a sério o festival da eurovisão? No meio de todo aquele eurolixo houve três ou quatro canções que se podiam ouvir, em especial a da Turquia. E a luso-croata também. O resto... entre a pop requentada e o pimba lá deles venha o diabo e escolha.
1) Dar a independência à Madeira
2) Dar a independência aos Açores
3) Dar a independência ao Algarve
3½) Dar a independência à Cova da Moura
4) Emigrar em grande número para países pequeninos (Malta, São Marino, Liechtenstein, Islândia, etc.)
5) Convencer a Eurovisão a integrar Cabo Verde
6) Votarmos todos uns nos outros.
Para cumprir o ponto 6 convém cortar durante um par de horas os telefones dos imigrantes ucranianos, que de há uns anos para cá fazem com que Portugal dê sempre a vitória à Ucrânia, o que é chato. Cumprido este plano (e o corte de telefone), a vitória é nossa.
Agora a sério: quem é que ainda leva a sério o festival da eurovisão? No meio de todo aquele eurolixo houve três ou quatro canções que se podiam ouvir, em especial a da Turquia. E a luso-croata também. O resto... entre a pop requentada e o pimba lá deles venha o diabo e escolha.
Acreditam em deus?
É esta a pergunta que este site nos faz. E depois parte os resultados por localização geográfica, o que gera coisas muito engraçadas. Por exemplo: no momento em que eu respondi, havia já dois votos originários do Vaticano. E se julgam que eram os dois "sim", tirem daí o sentido.
Outra coisa engraçada: Entre os 4433 brasileiros, 52% tinham respondido "sim", 48% "não". E entre os 398 portugueses? Pois bem: 52% tinham respondido "sim", 48% "não".
O raio da família é mesmo parecida...
Outra coisa engraçada: Entre os 4433 brasileiros, 52% tinham respondido "sim", 48% "não". E entre os 398 portugueses? Pois bem: 52% tinham respondido "sim", 48% "não".
O raio da família é mesmo parecida...
Semana
Ops, ia-me esquecendo...
No trabalho, a semana foi passada a ler a próxima tradução, a escolher um extracto e a pensar num título. A leitura vai bem encaminhada embora ainda falte bastante, o extracto está escolhido, mas o título anda fugidio. Há-de vir cá ao papá, mais tarde ou mais cedo.
No Wiki, a semana foi passada principalmente a fazer algumas alterações na estrutura das páginas de autores, tradutores e artistas, e a criar páginas para os dias do ano, isto é, páginas de efemérides. São muitas páginas de criação rápida, de modo que, somadas a alguma edição normal, o número total subiu a 12 383, mais 347 do que na semana passada. Não tenho a certeza, mas é bem capaz de ser um record.
E tirando isso, nada. Com a leitura da próxima tradução (e também com o pôr-me em dia nalgumas coisas que ficaram de lado para acabar o trabalho mais ou menos no prazo) nem para acabar de ler um livro que está quase deu.
No trabalho, a semana foi passada a ler a próxima tradução, a escolher um extracto e a pensar num título. A leitura vai bem encaminhada embora ainda falte bastante, o extracto está escolhido, mas o título anda fugidio. Há-de vir cá ao papá, mais tarde ou mais cedo.
No Wiki, a semana foi passada principalmente a fazer algumas alterações na estrutura das páginas de autores, tradutores e artistas, e a criar páginas para os dias do ano, isto é, páginas de efemérides. São muitas páginas de criação rápida, de modo que, somadas a alguma edição normal, o número total subiu a 12 383, mais 347 do que na semana passada. Não tenho a certeza, mas é bem capaz de ser um record.
E tirando isso, nada. Com a leitura da próxima tradução (e também com o pôr-me em dia nalgumas coisas que ficaram de lado para acabar o trabalho mais ou menos no prazo) nem para acabar de ler um livro que está quase deu.
Skype
Gente, abri uma conta no skype. Quem quiser ficar com o meu contacto por essa via, é candeias.jorge (agora vamos a ver se isto não começa a atrair spammers).
segunda-feira, 19 de maio de 2008
A gralha deturpadora
No mundo dos corvídeos textuais, há gralhas e há gralhas. Há gralhas, as grqlhas, que são óbvias e evidentes. Fáceis de detectar, são ainda mais fáceis de eliminar porque não fogem, não se escondem, limitam-se a ficar ali, garridamente coloridas, como toureiros a dar a capa ao touro. Depois há um segundo tipo de gralha, a grslha, ou gralha camuflada, que é simples de corrigir quando detectada, mas nem sempre é fácil de detectar. É que se esconde, muito quieta entre o ruído de fundo, sem um movimento, sem soltar um som, dir-se-ia que sem respirar. E há ainda um terceiro tipo, a gralha deturpadora, ou grelha. Estas são as piores. Não só se escondem como se chegam mesmo a mascarar daquilo que não são. Não só tentam escapar ao caçador pelo imobilismo como fogem e se esgueiram para a toca, vestidas de coelhos ou toupeiras. Astutas e terríveis, as gralhas deturpadoras exigem atenção e rapidez no gatilho e não se compadecem com cansaços e noites mal dormidas. Chegam mesmo a aproveitar-se delas.
Matei uma recentemente. No livro que acabei hoje de traduzir uma personagem reflecte sobre a sua necessidade de matar um homem. Tenta convencer-se a fazê-lo, apesar de isso ir contra a sua consciência, porque precisa de ganhar a confiança das pessoas que o acompanham e que lhe exigem que o faça. E para isso pensa: "O homem está morto. Que importa que seja a minha mão a matá-lo?"
Mas antes da gralha morta, o que a personagem pensava era: "O homem está morto. Que importa que seja a minha mãe a matá-lo?" O que é algo de muito diferente. Muito diferente mesmo.
Matei uma recentemente. No livro que acabei hoje de traduzir uma personagem reflecte sobre a sua necessidade de matar um homem. Tenta convencer-se a fazê-lo, apesar de isso ir contra a sua consciência, porque precisa de ganhar a confiança das pessoas que o acompanham e que lhe exigem que o faça. E para isso pensa: "O homem está morto. Que importa que seja a minha mão a matá-lo?"
Mas antes da gralha morta, o que a personagem pensava era: "O homem está morto. Que importa que seja a minha mãe a matá-lo?" O que é algo de muito diferente. Muito diferente mesmo.
sábado, 17 de maio de 2008
Semana
Lá se foi mais uma. Já alguma vez vos pareceu, melhor, tiveram a certeza de que o tempo encolheu? De que cada segundo dura menos tempo do que costumava durar? De que daqui ao dia tal não se passam, não podem passar-se, exactamente os dias que constam do calendário? Se já sentiram algo de parecido, então sabem como me sinto. Por mais coisas que faça, parece sempre que aquilo que há a fazer é mais do que devia ser se o tempo decorresse ao ritmo normal.
Mas pronto. Já desabafei.
Livro: tudo traduzido. O último ponto final foi posto numa página cujo número é igual ao da última página do maior livro da série até aqui, adicionado de mais 123. E sim, eu poderia ter expresso isto de uma maneira mais simples, mas apeteceu-me ser arrevezado. Reclamações para a caixa de reclamações. Não há? Ops. Azar do caraças. E estou a rever todas essas páginas, trabalho que conto terminar amanhã. Logo a seguir começa outro, e depois outro.
Wiki: semana muito produtiva, com o total de páginas a subir às 12 036, um belo salto de 272. Claro que houve ajuda. As perguntas que vocês fazem, francamente!
E acabei de ler um livro velhinho do John Brunner, O Mundo dos Homens Perfeitos. Algo decepcionante: só gostei mesmo de uma das três histórias, as outras souberam a pouco.
Mas pronto. Já desabafei.
Livro: tudo traduzido. O último ponto final foi posto numa página cujo número é igual ao da última página do maior livro da série até aqui, adicionado de mais 123. E sim, eu poderia ter expresso isto de uma maneira mais simples, mas apeteceu-me ser arrevezado. Reclamações para a caixa de reclamações. Não há? Ops. Azar do caraças. E estou a rever todas essas páginas, trabalho que conto terminar amanhã. Logo a seguir começa outro, e depois outro.
Wiki: semana muito produtiva, com o total de páginas a subir às 12 036, um belo salto de 272. Claro que houve ajuda. As perguntas que vocês fazem, francamente!
E acabei de ler um livro velhinho do John Brunner, O Mundo dos Homens Perfeitos. Algo decepcionante: só gostei mesmo de uma das três histórias, as outras souberam a pouco.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
sábado, 10 de maio de 2008
Semana
Mais uma semana, mais sete dias que não correram particularmente bem. Acho que nunca hei-de compreender porque é que há gente que só se apercebe de que está a incomodar e, pior, a prejudicar activamente a vida alheia, quando o conflito escala.
Enfim...
Fazendo às vezes das tripas coração, lá se conseguiram despachar mais 66 páginas (e mais uma série de versos), subindo o total para 560. Faltam 10. Mais anexos. Mais revisão de tudo isto. Mais...
... ah, mais nada. Depois acaba. Mal posso respirar.
Entretanto, recebi cá em casa duas traduções minhas que vão ser lançadas dentro de dias, aqueles dois livros de que andei a falar até Fevereiro. E as capas estão as duas um espectáculo. Um espectáculo, meninos, um espectáculo.
Adiante.
O wiki lá subiu até às 11 764 páginas, mais 101 do que na semana passada. Semana a semana, vai ficando menos incompleto...
E é tudo. Prá semana há mais.
Enfim...
Fazendo às vezes das tripas coração, lá se conseguiram despachar mais 66 páginas (e mais uma série de versos), subindo o total para 560. Faltam 10. Mais anexos. Mais revisão de tudo isto. Mais...
... ah, mais nada. Depois acaba. Mal posso respirar.
Entretanto, recebi cá em casa duas traduções minhas que vão ser lançadas dentro de dias, aqueles dois livros de que andei a falar até Fevereiro. E as capas estão as duas um espectáculo. Um espectáculo, meninos, um espectáculo.
Adiante.
O wiki lá subiu até às 11 764 páginas, mais 101 do que na semana passada. Semana a semana, vai ficando menos incompleto...
E é tudo. Prá semana há mais.
sábado, 3 de maio de 2008
Semana
Uma semana um bom bocado da treta, apesar do aniversário. Mas isso agora não interessa nada.
Na parte que interessa, o livrinho (diminutivo irónico) vai na página 494, o que quer dizer mais 66 do que há uma semana. Faltam 76. Mais anexos. É uma luzinha que já brilha lá ao fundo. E sim, curiosos, também já está maior do que o terceiro volume da série.
O wiki, por seu lado, deu um salto porreiro até às 11 663 páginas, graças a 185 novidades e a um ajudante.
E mainada.
Na parte que interessa, o livrinho (diminutivo irónico) vai na página 494, o que quer dizer mais 66 do que há uma semana. Faltam 76. Mais anexos. É uma luzinha que já brilha lá ao fundo. E sim, curiosos, também já está maior do que o terceiro volume da série.
O wiki, por seu lado, deu um salto porreiro até às 11 663 páginas, graças a 185 novidades e a um ajudante.
E mainada.
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