quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Somnium

O que é mais divertido nos sonhos é aquela bizarra mistura de genialidade e estupidez de que muitos são feitos. Querem um exemplo? Então está bem, cá vai um exemplo.

Hoje sonhei com corridas de cavalos. Não umas corridas quaisquer, com os cavalos devidamente montados por jóqueis vestidos de calças brancas e jaquetas multicoloridas e com aqueles ridículos bonezinhos redondos na cabeça. Não. Era uma corrida de cavalos muito especial. Eu conduzia um deles. Reparem que não disse que o "montava". Não. Conduzia-o. À distância, indicando o sítio para onde ele devia correr com movimentos de mãos. Ou de uma mão, pelo menos.

O sonho não entrou em detalhes, que eu me lembre. Mas o meu eu acordado imagina eléctrodos implantados no cérebro dos animais e a mão a funcionar assim como uma espécie de Wii, emitindo as suas ordens através de uma qualquer radiação electromagnética. Os amigos dos animais não gostariam de vê-la concretizada, mas a ideia é bestial. Ou será que não é?

Sim, agora entra a parte estúpida da coisa. É que o alcance da mão era limitado. Muito limitado. De modo que o condutor do cavalo tinha de ir a correr atrás dele, o que a modos que estraga um bocadinho todo o conceito. Um bocadinho só.

Já se riram tudo?

No sonho, fiquei para trás e perdi o controlo ao cavalo. Claro. Parece que o bicho entrou em pânico e pisoteou alguém. Recuperei-o quando consegui aproximar-me o suficiente, mas quando passei pelo sítio onde o cavalo tinha ficado descontrolado, fui atacado por uma turba que me arreou uma enorme carga de porrada. E, evidentemente, assim que me deram o primeiro sopapo voltei a perder o controlo do cavalo, que desatou a escoicear o público mais à frente. Nessa altura acordei. Não sei se teria acabado no hospital, na morgue ou noutra surra quando chegasse ao sítio do segundo descontrolo. Boa coisa não seria de certeza. É também essa a natureza dos pesadelos.

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