segunda-feira, 12 de abril de 2010

Lido: Toda a Nudez

Usando como mote a velha sentença que reza que "toda a nudez será castigada", Toda a Nudez é um pequeno conto de Arsénio Mota no qual ele põe o seu protagonista a correr nu pela floresta e depois a ser atraído por uma moçoila bem apessoada para um edifício onde a nudez acaba castigada pela tríade repressiva clássica: um padre, um juiz e um militar. Lírico e alegórico, o conto tem também o seu quê de fantástico na forma esquemática e simbólica como personagens e ambiente se dispõem como que num tabuleiro de xadrez (a floresta vs. o edifício de cimento, a rapariga como chamariz e perdição, a própria nudez, etc.) e está bem escrito. Tem todos os ingredientes, portanto, para agradar a quem goste deste tipo de literatura simbólica. Eu, que não gosto muito, não gostei muito. Mas também não desgostei: como disse, o conto usa bem a língua portuguesa e evita cair na armadilha de explicar a moral da história. Mesmo assim, ela é bastante óbvia.

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