quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Infinitamente Improvável apresenta...

Sim, sim, bem sei que já passa da meia-noite. Mas não dormi ainda, portanto para mim ainda é ontem... digo... hoje, 23 de abril de 2013. Dia mundial do livro e do direito de autor. Dia ideal, portanto, e cá na minha forma irreverente de ver as coisas, para apresentar aos meus leitores lampadinos que não têm contacto comigo por outras vias (sim, porque para esses isto já nada tem de novidade) esta edição que veem aqui ao lado, gratuita, com os direitos regidos por uma licença creative commons: Improbabilidades de Tempo Chuvoso 2012/2013 de seu improvável título, uma compilação dos contos publicados no Infinitamente Improvável entre outubro de 2012 e março de 2013 e...

... e de um artigo, meu, inédito e exclusivo, que versa sobre coisas muito relevantes para um dia do livro e do direito de autor, motivo pelo qual decidi fazer este post aqui hoje... ou ontem... enfim, vocês entendem. Passei o dia todo a trabalhar (e às voltinhas pela cidade a servir de chofer à família), não tive tempo, etc., patati e patata. Tenho essa desculpa pelo atraso de uma hora e picos, e acho que é boa. Adiante.

Eis alguns excertos para perceberem porque acho o artigo relevante. Por exemplo, ele começa assim:
Se alguma coisa nos ensina a pirataria é que a nova paisagem digital não espera por retardatários. As coisas acontecem à velocidade das redes interconectadas de que se vai construindo rapidamente o futuro. E a nossa escolha é só entre aceitarmos esse facto como algo tão banal como a probabilidade de nos chover em cima ao sairmos para a rua, ou tentarmos fechar-nos e às nossas coisas em cofres, cofrezinhos e cofrezões em que alguém, algures, irá acabar por arranjar maneira de entrar se tiver nisso interesse suficiente.
E se o que fizermos for bom, alguém acabará de certeza por ter nisso interesse suficiente.
Esta é uma lição que o mundo da literatura está prestes a aprender. [...]
Mais à frente, digo isto:
É certo que é no mínimo violentamente antiético estar-se a pôr e a dispor do fruto do trabalho dos artistas sem autorização ou até conhecimento destes, causando-lhes muitas vezes prejuízos de monta, mas também é certo que há fartura de casos de abuso, pela parte empresarial da indústria, das boas ideias que estão por trás dos direitos de cópia. Nada é simples. No admirável mundo novo da cultura digital, tudo é complexo e multifacetado e ninguém consegue ter consigo toda a razão.
E mais à frente...
Ou seja: o risco aparente que a disponibilização das coisas em digital encerra, o de que seja muito fácil roubá-las, é bastante menor do que parece à primeira vista e menor se vai tornando à medida que elas se disseminam. A cópia, por paradoxal que pareça, protege o autor. Especialmente se for uma cópia ética, com a autoria e a proveniência devidamente identificadas. A reutilização de ideias, ambientes e personagens, se devidamente identificada, também. Mas a grande maioria dos autores não tem disto uma compreensão completa.
Já perceberam. Eu sei que já.

Mas além deste artigo há mais motivos de interesse na antologiazinha. Um conto do Gerson Lodi-Ribeiro, um dos grandes escritores de FC do Brasil, um conto meu, mais um conto potente do Miguel Hernâni Guimarães e dois continhos do João Ventura com a sua habitual mistura de ironia e economia de meios. É possível que já os tenham lido, ou que prefiram lê-los na web. Tudo bem. Nesse caso, têm no artigo a vossa desculpa para baixarem o elivro para os vossos sistemas. Está aqui, por cima da primeira destas compliações, em formatos EPUB e MOBI.

Boas leituras. E boas reflexões, também.

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