Pois já está o livro traduzido, é verdade. E já começou a ser revisto. E o próximo também já está a ser lido.
E é praticamente tudo o que há a dizer da semana que passou, porque o wiki subiu apenas 19 páginas, para 13 334, e no que toca a leituras, bem, li que me fartei mas foi quase só de trabalho. As leituras de prazer ficaram mais ou menos em stand-by.
Para a semana haverá mais a dizer, provavelmente.
sábado, 9 de agosto de 2008
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Só para o caso de algum de vocês ter interesse por estas coisinhas, informo que abri uma conta no twitter (sigam este link e chegarão até ela). Tenho andado a ver se me instalo ou me vou embora, mas parece que é para ficar. A coisa tem a sua utilidade.
Não sabem o que é o twitter? Bem, é um daqueles serviços de redes sociais, só que este tem uma filosofia diferente dos orkuts e hi5 que há por aí, servindo para dar curtas informações a quem nos "segue". "Curtas" é mesmo curtas: 140 caracteres. Uma espécie de SMS'es de largo espectro e com possibilidade de incluir links. E, sim, dá para configurar a coisa de forma a receber as actualizações daqueles que "seguimos" como SMS'es verdadeiros, no telelé.
Não sabem o que é o twitter? Bem, é um daqueles serviços de redes sociais, só que este tem uma filosofia diferente dos orkuts e hi5 que há por aí, servindo para dar curtas informações a quem nos "segue". "Curtas" é mesmo curtas: 140 caracteres. Uma espécie de SMS'es de largo espectro e com possibilidade de incluir links. E, sim, dá para configurar a coisa de forma a receber as actualizações daqueles que "seguimos" como SMS'es verdadeiros, no telelé.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Segundo capítulo
Já se encontra online o segundo capítulo de Por Vós lhe Mandarei Embaixadores, bastante mais longo do que o primeiro, no qual acontece um flashback e travamos conhecimento com uma família banalíssima que segue à distância um ponto de viragem na história.
Já agora, informo também que o blogue do romance só conterá o romance. Tudo o que houver a dizer acerca dele será dito aqui, na Lâmpada (excepção feita, bem-entendido, a eventuais respostas a comentários, mas mesmo estas, se necessitarem de um desenvolvimento maior, serão provavelmente transferidas para aqui).
Já agora, informo também que o blogue do romance só conterá o romance. Tudo o que houver a dizer acerca dele será dito aqui, na Lâmpada (excepção feita, bem-entendido, a eventuais respostas a comentários, mas mesmo estas, se necessitarem de um desenvolvimento maior, serão provavelmente transferidas para aqui).
sábado, 2 de agosto de 2008
Semana
Isto tá quase, malta! Recta final, luz no fundo do túnel, esses chavões todos e mais uns quantos para dar mais sabor à salada. Tá quase!
Quão quase? Bem, vou na página 1096, o que quer dizer que o avanço da semana foi de 64, e que faltam 32. Está por dias. E se alguém andar por aí curioso, a tradução já feita conta 495 páginas padronizadas; como termo de comparação, a Tormenta terminou com 549 (mais anexos, que acabaram por não ser publicados), ou seja, este vai sair um pouco mais pequeno (ou menos grande), a menos que a editora decida publicar aqui os anexos que traduzi para a Tormenta.
Depois, será revisão. E depois envio. E descobri aqui há dias que este é o 10º livro que traduzo de fio a pavio.
Mas adiante. No wiki a semana foi razoavelmente calma, com um aumento de 98 páginas, subindo o total para 13 315. E quanto mais coisas acrescento ao wiki, mais coisas descubro que lá faltam. Curioso fenómeno, este.
E é só. Li pouquíssimo ao longo desta semana, e, claro, não terminei nada.
Quão quase? Bem, vou na página 1096, o que quer dizer que o avanço da semana foi de 64, e que faltam 32. Está por dias. E se alguém andar por aí curioso, a tradução já feita conta 495 páginas padronizadas; como termo de comparação, a Tormenta terminou com 549 (mais anexos, que acabaram por não ser publicados), ou seja, este vai sair um pouco mais pequeno (ou menos grande), a menos que a editora decida publicar aqui os anexos que traduzi para a Tormenta.
Depois, será revisão. E depois envio. E descobri aqui há dias que este é o 10º livro que traduzo de fio a pavio.
Mas adiante. No wiki a semana foi razoavelmente calma, com um aumento de 98 páginas, subindo o total para 13 315. E quanto mais coisas acrescento ao wiki, mais coisas descubro que lá faltam. Curioso fenómeno, este.
E é só. Li pouquíssimo ao longo desta semana, e, claro, não terminei nada.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Por Vós lhe Mandarei Embaixadores
Eis a segunda-feira.
Vou começar por um pouco de história pessoal, se não se importam. Quem quiser ir directamente para os finalmentes sem passar pelo meu umbigo, é favor saltar os próximos dois parágrafos.
No final de 2002, perdi o emprego em que tinha ganho a vida durante os dois anos anteriores, um emprego bastante mal pago mas razoavelmente interessante - em grande medida porque me permitia ganhar a vida escrevendo - como jornalista num jornal algarvio. Apesar de parte dessa perda de emprego ter sido de minha responsabilidade (o chefe queria que eu continuasse, passando a trabalhar menos e a ganhar metade do salário, e eu recusei), fiz a mesma pergunta que faz muita gente quando perde um emprego: "E agora, faço o quê?"
Lá fiz aquelas coisas que se espera que um recém-desempregado faça: tentei sondar o mercado de trabalho para ver o que nele haveria disponível que me pudesse dar a ganhar a vida e inscrevi-me no centro de emprego. E, como é costume acontecer, coleccionei nãos e horas de espera por contactos que nunca chegaram.
Muita gente, chegada a este ponto, entra em depressão. Mas eu pus-me a escrever. Escrevi para me distrair, para me divertir, uma história que me desse para sorrir ou até, se possível, rir em voz alta, uma história muito louca sobre o que aconteceria se um emissário de uma espécie extraterrestre chegasse à Terra e deparasse com políticos mais interessados em saber se mantinham os cargos ou não do que no que o raio do "bicho" tinha a dizer. E escrevi, e escrevi, e escrevi.
Cerca de dois meses depois, tinha nas mãos um pequeno romance, uma sátira de ficção científica em que a ordem dos factores não é irrelevante porque é primeiro sátira e só depois FC (sim, caros puristas, vocês não vão gostar). Chamei-lhe Por Vós lhe Mandarei Embaixadores, um verso dos Lusíadas, por motivos que compreenderão quando o lerem. O livro cumpriu o seu desígnio: divertiu-me numa altura complicada da minha vida, e continua a divertir-me hoje quando lhe passo os olhos por cima. Mas será que diverte mais alguém?
Só o tentei publicar uma vez. Enviei-o para a Presença, pensando que talvez quisessem incluí-lo na colecção Viajantes do Tempo, mas veio de volta com a nota de que tinha muito humor e pouca FC, o que não me desapontou minimamente porque é verdade. Depois disso, olhei à volta e não encontrei nenhuma colecção ou editora em que achasse que o livro se enquadrava bem e não voltei a tentar publicá-lo. A não ser, talvez, a Antígona, esses anarcas, mas por lá não se aceitam propostas de originais, o que me deixou na mesma.
Mas deixá-lo eternamente na gaveta também não é ideia que me agrade. De modo que aqui o têm. Será publicado ao ritmo de um capítulo por semana, às segundas-feiras, no blogue criado para o efeito. O blogue está configurado por forma a ter apenas o último capítulo na página inicial; se quiserem ler os anteriores terão de ir vasculhar nos arquivos. E lá para fins de Setembro, princípios de Outubro, conto ter também à venda o romance em papel, para quem o preferir assim, com uma paginação decente, um posfácio, e, espero, uma capa catita.
Para já, têm disponível o primeiro capítulo. Não serão todos tão pequenos, não se preocupem; este primeiro capítulo é, provavelmente, o mais curto de todos. Mas são quase 30, de modo que temos paródia para bastante tempo.
Espero que se divirtam.
Vou começar por um pouco de história pessoal, se não se importam. Quem quiser ir directamente para os finalmentes sem passar pelo meu umbigo, é favor saltar os próximos dois parágrafos.
No final de 2002, perdi o emprego em que tinha ganho a vida durante os dois anos anteriores, um emprego bastante mal pago mas razoavelmente interessante - em grande medida porque me permitia ganhar a vida escrevendo - como jornalista num jornal algarvio. Apesar de parte dessa perda de emprego ter sido de minha responsabilidade (o chefe queria que eu continuasse, passando a trabalhar menos e a ganhar metade do salário, e eu recusei), fiz a mesma pergunta que faz muita gente quando perde um emprego: "E agora, faço o quê?"
Lá fiz aquelas coisas que se espera que um recém-desempregado faça: tentei sondar o mercado de trabalho para ver o que nele haveria disponível que me pudesse dar a ganhar a vida e inscrevi-me no centro de emprego. E, como é costume acontecer, coleccionei nãos e horas de espera por contactos que nunca chegaram.
Muita gente, chegada a este ponto, entra em depressão. Mas eu pus-me a escrever. Escrevi para me distrair, para me divertir, uma história que me desse para sorrir ou até, se possível, rir em voz alta, uma história muito louca sobre o que aconteceria se um emissário de uma espécie extraterrestre chegasse à Terra e deparasse com políticos mais interessados em saber se mantinham os cargos ou não do que no que o raio do "bicho" tinha a dizer. E escrevi, e escrevi, e escrevi.
Cerca de dois meses depois, tinha nas mãos um pequeno romance, uma sátira de ficção científica em que a ordem dos factores não é irrelevante porque é primeiro sátira e só depois FC (sim, caros puristas, vocês não vão gostar). Chamei-lhe Por Vós lhe Mandarei Embaixadores, um verso dos Lusíadas, por motivos que compreenderão quando o lerem. O livro cumpriu o seu desígnio: divertiu-me numa altura complicada da minha vida, e continua a divertir-me hoje quando lhe passo os olhos por cima. Mas será que diverte mais alguém?
Só o tentei publicar uma vez. Enviei-o para a Presença, pensando que talvez quisessem incluí-lo na colecção Viajantes do Tempo, mas veio de volta com a nota de que tinha muito humor e pouca FC, o que não me desapontou minimamente porque é verdade. Depois disso, olhei à volta e não encontrei nenhuma colecção ou editora em que achasse que o livro se enquadrava bem e não voltei a tentar publicá-lo. A não ser, talvez, a Antígona, esses anarcas, mas por lá não se aceitam propostas de originais, o que me deixou na mesma.
Mas deixá-lo eternamente na gaveta também não é ideia que me agrade. De modo que aqui o têm. Será publicado ao ritmo de um capítulo por semana, às segundas-feiras, no blogue criado para o efeito. O blogue está configurado por forma a ter apenas o último capítulo na página inicial; se quiserem ler os anteriores terão de ir vasculhar nos arquivos. E lá para fins de Setembro, princípios de Outubro, conto ter também à venda o romance em papel, para quem o preferir assim, com uma paginação decente, um posfácio, e, espero, uma capa catita.
Para já, têm disponível o primeiro capítulo. Não serão todos tão pequenos, não se preocupem; este primeiro capítulo é, provavelmente, o mais curto de todos. Mas são quase 30, de modo que temos paródia para bastante tempo.
Espero que se divirtam.
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sábado, 26 de julho de 2008
Semana
Outra semana de muito trabalho e sem grande coisa a mencionar além do trabalho. Este, no entanto, aproxima-se do fim, de tal maneira que por aqui se começa já a pensar em descompressão. E, a propósito de descompressão, na segunda-feira vai haver novidades. Não se esqueçam de dar cá um saltinho na segunda. Acho que vão gostar da ideia.
Mas falemos do trabalho. O livro saltou até à página 1032, ou seja, foram despachadas mais 66. Com 96 pela frente, tenho mais semana e meia de trabalho e uma revisão à minha espera. Ou seja: o prazo será garantidamente cumprido. Descompressão é isto.
O wiki também esteve activo, embora desta vez sem ajudas. Mesmo assim, tem agora mais 141 páginas, um problema técnico resolvido (embora não propriamente a meu gosto, mas enfim) e um total de 13 217 páginas.
As leituras desta semana focaram-se principalmente em textos longos, o que não significa que não tenha lido contos. Ou conto. Li O Natal, de Orlando Neves, um pequeno conto algo surrealista sobre a inversão de papéis humano/não-humano. Bastante bem construído. Maiorzita é a novela Desencontro em Lankhmar de Fritz Leiber, uma fantasia vencedora de vários prémios que conta como se encontrou a dupla Fafhrd e Rateiro Cinzento e as peripécias, aventuras e desastres que esse encontro desencadeou. E com esta novela fechei o livro apropriadamente intitulado O Encontro. Fora isso, andei a passear-me por romances.
E não se esqueçam: segunda-feira.
Mas falemos do trabalho. O livro saltou até à página 1032, ou seja, foram despachadas mais 66. Com 96 pela frente, tenho mais semana e meia de trabalho e uma revisão à minha espera. Ou seja: o prazo será garantidamente cumprido. Descompressão é isto.
O wiki também esteve activo, embora desta vez sem ajudas. Mesmo assim, tem agora mais 141 páginas, um problema técnico resolvido (embora não propriamente a meu gosto, mas enfim) e um total de 13 217 páginas.
As leituras desta semana focaram-se principalmente em textos longos, o que não significa que não tenha lido contos. Ou conto. Li O Natal, de Orlando Neves, um pequeno conto algo surrealista sobre a inversão de papéis humano/não-humano. Bastante bem construído. Maiorzita é a novela Desencontro em Lankhmar de Fritz Leiber, uma fantasia vencedora de vários prémios que conta como se encontrou a dupla Fafhrd e Rateiro Cinzento e as peripécias, aventuras e desastres que esse encontro desencadeou. E com esta novela fechei o livro apropriadamente intitulado O Encontro. Fora isso, andei a passear-me por romances.
E não se esqueçam: segunda-feira.
sábado, 19 de julho de 2008
Semana
Mais uma semana de luta, na labuta.
OK, esqueçam. Muito trabalho dá nisto.
E também em 72 páginas a acrescentar à pilha das já traduzidas e a subtrair das por traduzir. O livro vai, pois, na página 966, e ainda faltam 162. A parte que falta ainda dava um romance dos da Argonauta...
No wiki a semana foi calma, o que significa que cresceu pouco. Tem agora 13 076 artigos, mas 40 do que na semana passada. Se não der um salto valente nas próximas duas semanas (e é provável que não dê), este vai ser outro mês fraco.
Quanto a leituras, foram lidos alguns contos. O Senhor da Terra, de David Garnett, uma sátira de fantasia razoavelmente divertida (que a tradução se esforça por estragar) sobre um mago de um mundo paralelo que se apanha de repente nos EUA da era hippie. Nada de especial, mas leu-se bem. Pânico, de Octávio dos Santos, um continho inconsequente que tenta ser insólito mas não consegue. Muito fraquito. Imenso Adeus, de João Aniceto, um conto de ficção científica sobre o que significa partir para as estrelas. Literariamente melhor do que é hábito neste autor, o suficiente para o tornar razoável. Li também uma série de sonetos da Sor Juana Inés de la Cruz, poetisa e freira mexicana, uma espécie de Mariana Alcoforado lá do sítio, e O Testamento de Heiligenstadt, texto breve de Beethoven (sim, o compositor) em que ele dá largas ao desespero que lhe causou o ensurdecimento. Em "estrangeiro", li Strood, de Neal Asher, um conto curioso de FC sobre o modo como um doente terminal de cancro tem a maior surpresa da sua vida. Bom, apesar de só no fim ter chegado a essa conclusão. E li várias coisas do Mário-Henrique Leiria: Teobaldo, o Meu Amigo, um conto de vampiros bem esgalhado; As Portas, um daqueles contos de ciclo, e muito bem feito, por sinal, que a FC nos trouxe em grande quantidade numa dada época; O Repouso do Guerreiro, continho que pisca o olho à Ilha do Dr. Moreau do Wells; A Praia, mais um conto de ciclo, este não tão bom como o das portas; Anfibiologia, uma pequena perolazinha anedótica; Basta!, um poema irritado de que não gostei lá muito, o que aliás é comum acontecer-me com os poemas do MHL. Mas tirando o poema, tudo muito bom.
Pratinho cheio, portanto. Na semana passada avisei que ficava para esta, não foi? Os avisos são para se cumprir.
OK, esqueçam. Muito trabalho dá nisto.
E também em 72 páginas a acrescentar à pilha das já traduzidas e a subtrair das por traduzir. O livro vai, pois, na página 966, e ainda faltam 162. A parte que falta ainda dava um romance dos da Argonauta...
No wiki a semana foi calma, o que significa que cresceu pouco. Tem agora 13 076 artigos, mas 40 do que na semana passada. Se não der um salto valente nas próximas duas semanas (e é provável que não dê), este vai ser outro mês fraco.
Quanto a leituras, foram lidos alguns contos. O Senhor da Terra, de David Garnett, uma sátira de fantasia razoavelmente divertida (que a tradução se esforça por estragar) sobre um mago de um mundo paralelo que se apanha de repente nos EUA da era hippie. Nada de especial, mas leu-se bem. Pânico, de Octávio dos Santos, um continho inconsequente que tenta ser insólito mas não consegue. Muito fraquito. Imenso Adeus, de João Aniceto, um conto de ficção científica sobre o que significa partir para as estrelas. Literariamente melhor do que é hábito neste autor, o suficiente para o tornar razoável. Li também uma série de sonetos da Sor Juana Inés de la Cruz, poetisa e freira mexicana, uma espécie de Mariana Alcoforado lá do sítio, e O Testamento de Heiligenstadt, texto breve de Beethoven (sim, o compositor) em que ele dá largas ao desespero que lhe causou o ensurdecimento. Em "estrangeiro", li Strood, de Neal Asher, um conto curioso de FC sobre o modo como um doente terminal de cancro tem a maior surpresa da sua vida. Bom, apesar de só no fim ter chegado a essa conclusão. E li várias coisas do Mário-Henrique Leiria: Teobaldo, o Meu Amigo, um conto de vampiros bem esgalhado; As Portas, um daqueles contos de ciclo, e muito bem feito, por sinal, que a FC nos trouxe em grande quantidade numa dada época; O Repouso do Guerreiro, continho que pisca o olho à Ilha do Dr. Moreau do Wells; A Praia, mais um conto de ciclo, este não tão bom como o das portas; Anfibiologia, uma pequena perolazinha anedótica; Basta!, um poema irritado de que não gostei lá muito, o que aliás é comum acontecer-me com os poemas do MHL. Mas tirando o poema, tudo muito bom.
Pratinho cheio, portanto. Na semana passada avisei que ficava para esta, não foi? Os avisos são para se cumprir.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Receita para ter posts republicados no Público
1. Pegar numa piada de internet que circulou por todo o lado há mais de um ano;
2. Fazer-lhe umas alterações, tirando-lhe parte da piada e adaptando-a ao gosto ideológico da direcção do jornal;
3. Publicar no blogue.
É tiro e queda. E se alguém tem dúvidas, veja o Público de hoje.
2. Fazer-lhe umas alterações, tirando-lhe parte da piada e adaptando-a ao gosto ideológico da direcção do jornal;
3. Publicar no blogue.
É tiro e queda. E se alguém tem dúvidas, veja o Público de hoje.
sábado, 12 de julho de 2008
Semana
Esta foi normal: trabalho, mais trabalho e pouco mais que trabalho.
O livrito subiu à página 894, mais 70 do que há uma semana. Faltam, portanto, 234. Ou seja, falta aquilo que num livro normal seria o livro todo. O que mais me espanta nisto é que depois de o Martin levar à volta de um ano (ou mais) a escrever cada uma destas metades e de eu levar cerca de três meses a traduzi-las, há pessoal que as devora em três ou quatro dias.
No wiki voltou a haver movimento mais vigoroso, e o lucro da semana foi de 112 páginas, subindo o total para 13 036. Dados obtidos durante a estada em Lisboa, principalmente.
Leituras? Houve. Não muitas, mas houve. Mas não terminei nem um continho para amostra. Fica prá semana.
O livrito subiu à página 894, mais 70 do que há uma semana. Faltam, portanto, 234. Ou seja, falta aquilo que num livro normal seria o livro todo. O que mais me espanta nisto é que depois de o Martin levar à volta de um ano (ou mais) a escrever cada uma destas metades e de eu levar cerca de três meses a traduzi-las, há pessoal que as devora em três ou quatro dias.
No wiki voltou a haver movimento mais vigoroso, e o lucro da semana foi de 112 páginas, subindo o total para 13 036. Dados obtidos durante a estada em Lisboa, principalmente.
Leituras? Houve. Não muitas, mas houve. Mas não terminei nem um continho para amostra. Fica prá semana.
terça-feira, 8 de julho de 2008
E cá estamos nós
sábado, 5 de julho de 2008
Semana
Semana incomum, esta. Em vez de estar fechado em casa a trabalhar, como é hábito, dei um salto à capital do império para socializar um pouco com uma série de gente, em especial com o americano que escreve os gigantescos livros que tenho vindo a traduzir ao longo do último ano. Um tipo porreiro, o nosso amigo George R. R. Martin. E a nossa conversa em público, na FNAC, parece ter corrido bem, apesar dos meus gaguejos.
Não, não sou gago: tinha dormido 3 horas na noite anterior...
Se descobrir alguém que tenha tirado fotos e conseguir autorização, hei-de mostrar uma aqui.
Consequências para o trabalho? Óbvio: com a ida a Lisboa, os preparativos da ida a Lisboa e o regresso de Lisboa, atrasou. O avanço foi só de 16 páginas, para a 824ª. Faltam 304.
No wiki também pouco mexi, mas como houve quem mexesse (e duas pessoas, no less!), subiu para as 12 924 páginas, mais 11 do que há uma semana.
Quanto a leituras, enquanto estive em Lisboa li um livro bastante estranho intitulado Fadas Láureas, uma compilação de historietas (e algumas não-historietas) de uma página inspiradas por ilustrações de "pornofantasia" do Luís Louro, cheias de fadas lúbricas, faunos perversos, folhas mortas, orquídeas e cogumelos. Pena é as histórias, com duas ou três honrosas excepções, estarem muito longe de acompanhar a qualidade das ilustrações. Mas também... com autores como o João Baião...
À parte esse livro, limitei-me a dar um avanço nos dois romances que tenho actualmente entre mãos.
Não, não sou gago: tinha dormido 3 horas na noite anterior...
Se descobrir alguém que tenha tirado fotos e conseguir autorização, hei-de mostrar uma aqui.
Consequências para o trabalho? Óbvio: com a ida a Lisboa, os preparativos da ida a Lisboa e o regresso de Lisboa, atrasou. O avanço foi só de 16 páginas, para a 824ª. Faltam 304.
No wiki também pouco mexi, mas como houve quem mexesse (e duas pessoas, no less!), subiu para as 12 924 páginas, mais 11 do que há uma semana.
Quanto a leituras, enquanto estive em Lisboa li um livro bastante estranho intitulado Fadas Láureas, uma compilação de historietas (e algumas não-historietas) de uma página inspiradas por ilustrações de "pornofantasia" do Luís Louro, cheias de fadas lúbricas, faunos perversos, folhas mortas, orquídeas e cogumelos. Pena é as histórias, com duas ou três honrosas excepções, estarem muito longe de acompanhar a qualidade das ilustrações. Mas também... com autores como o João Baião...
À parte esse livro, limitei-me a dar um avanço nos dois romances que tenho actualmente entre mãos.
sábado, 28 de junho de 2008
Semana
Lá se foi mais um quarto de rotação da Lua em volta do nosso planetazinho azul, verde e ocre. E aqui neste seu canto fez-se uma série de coisas, incluindo:
Traduzir. O livro vai na página 808, o que não dá um avanço de 82 porque deixou de haver coisas traduzidas mais para diante. Faltam 320, e o plano não tem nem atrasos nem adiantamentos.
No wiki não mexi mas houve quem mexesse, de modo que há por lá mais 3 páginas: 12 913.
Ler. Nos intervalos de um par de histórias maiores fui lendo uns contos: O Carteiro, de Orlando Neves, um continho insólito, ainda que desta vez não muito macabro, sobre um carteiro sem vida própria; O Graal Profano, de Fritz Leiber, conto de fantasia que conta como o Rateiro Cinzento foi forçado a fugir para se ir encontrar com o Fafhrd; O Cão Verde, de Mel Gilden, conto de FC (ou será fantasia com disfarce?) sobre um tipo banal que encontra um cão verde. Os teóricos da "ideia", estou certo, odiariam este conto. A ideia realmente é parvinha. Mas para mim isso pouca importância teria se estivesse bem concretizada, bem traduzida e bem editada, o que não está. Caminhos de Ferro, de Octávio dos Santos, um conto distópico próximo à FC sobre viagens suburbanas de comboio. Faz lembrar alguns contos do Barreiros, o que não é uma boa coisa, porque os do Barreiros são muito, muito melhores. Mas muito melhores. E Visitantes, do João Aniceto, um conto de FC passado num futuro longínquo em que a Terra está despovoada e entregue a grupos conservadores e conformistas, periodicamente visitados por descendentes dos que partiram para o espaço. Interessante. Um dos mais interessantes contos do Aniceto.
Traduzir. O livro vai na página 808, o que não dá um avanço de 82 porque deixou de haver coisas traduzidas mais para diante. Faltam 320, e o plano não tem nem atrasos nem adiantamentos.
No wiki não mexi mas houve quem mexesse, de modo que há por lá mais 3 páginas: 12 913.
Ler. Nos intervalos de um par de histórias maiores fui lendo uns contos: O Carteiro, de Orlando Neves, um continho insólito, ainda que desta vez não muito macabro, sobre um carteiro sem vida própria; O Graal Profano, de Fritz Leiber, conto de fantasia que conta como o Rateiro Cinzento foi forçado a fugir para se ir encontrar com o Fafhrd; O Cão Verde, de Mel Gilden, conto de FC (ou será fantasia com disfarce?) sobre um tipo banal que encontra um cão verde. Os teóricos da "ideia", estou certo, odiariam este conto. A ideia realmente é parvinha. Mas para mim isso pouca importância teria se estivesse bem concretizada, bem traduzida e bem editada, o que não está. Caminhos de Ferro, de Octávio dos Santos, um conto distópico próximo à FC sobre viagens suburbanas de comboio. Faz lembrar alguns contos do Barreiros, o que não é uma boa coisa, porque os do Barreiros são muito, muito melhores. Mas muito melhores. E Visitantes, do João Aniceto, um conto de FC passado num futuro longínquo em que a Terra está despovoada e entregue a grupos conservadores e conformistas, periodicamente visitados por descendentes dos que partiram para o espaço. Interessante. Um dos mais interessantes contos do Aniceto.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
sábado, 21 de junho de 2008
Perda de tempo com outras simetrias

O Francisco pergunta ali em baixo se o Spore dá para fazer coisas assimétricas. Bem, assimétricas, propriamente, acho que não (ainda não explorei a coisa a fundo; só a tenho desde anteontem à noite... apesar de ter já feito 19 bichos... ahem...), mas dá para usar uns truques e arranjar simetrias que parecem diferentes da bilateral. Ilustro:
Apresento-vos o Catolas, um bicharoco parecido com um cacto que, com base num corpo que à partida tinha simetria bilateral (a qual, aliás, ainda é patente no pedúnculo que o tipo usa para passear, embora não se note nesta imagem), transformei numa criatura de simetria radial, com seis tentáculos a rodear pinças bucais dispostas em cruz, oito olhos e seis cornos dispostos a meio do tronco, para defesa.
Este é bem mais alien do que o sapilandro, mas um passeio pela sporepedia descobre coisas ainda mais bizarras (muitas claramente não funcionais, aliás, mas quem se importa com detalhes desses?)
Olha? 10 mil?
Olha, agora reparo. O contador de acessos da Lâmpada atingiu as 10 mil visitas hoje de manhã. Até posso dizer quem foi: foi um utilizador lisboeta da Optimus que chegou cá às 11 e meia, via O Sonho de Newton, e se foi logo embora.
Dez mil não é grande coisa em termos de valor absoluto, até porque está a contar desde 2003 e há por aí blogues que têm mais do que isso em meia dúzia de meses, mas é um número giro. Obrigado a todos os que têm contribuído para ele ao longo destes anos.
Edit: São cem mil, não são dez mil. Silly me... Chapéu pró Asulado, que me puxou as orelhas com razão.
Dez mil não é grande coisa em termos de valor absoluto, até porque está a contar desde 2003 e há por aí blogues que têm mais do que isso em meia dúzia de meses, mas é um número giro. Obrigado a todos os que têm contribuído para ele ao longo destes anos.
Edit: São cem mil, não são dez mil. Silly me... Chapéu pró Asulado, que me puxou as orelhas com razão.
Semana
Calminha, esta semana. Não se trabalhou muito, perdeu-se tempo com brincadeiras e fez-se algumas coisas que já estavam há muito tempo à espera de serem feitas mas que não interessam a mais ninguém. O que talvez interesse a alguém é que...
O livro vai na página 726, 52 páginas de avanço relativamente à semana passada, e mantendo ainda coisas traduzidas mais à frente. Faltam já menos de 400.
O wiki está na mesma. Fiz férias de wiki, e suspeito que vou continuar em férias de wiki durante mais algum tempo.
Leituras houve, mas não acabei nada além de uns quantos contos. E se calhar tinha piada ir falando dos contos. Então, li O Equinócio dos Loucos, de A. E. Bakonsky, escritor romeno, um conto fantástico sobre a violência étnica. Bom. Também li The Risk-Taking Gene as Expressed by Some Asian Subjects, de Steve Tomasula, um conto de FC literária sobre um geneticista que anda à procura do gene do risco e acaba envolvido com a máfia chinesa sem saber bem como. Bastante interessante. Continuei a plácida degustação dos contos do Mário-Henrique Leiria, com Apenas..., um conto que bem pode ser visto como FC, em que o pobre infeliz do protagonista se vê apanhado numa encruzilhada de exércitos históricos, dos mais bárbaros que a espécie produziu. Muito bom. Também li num instante A Caridade, de Orlando Neves, um conto insólito e macabro que faz lembrar o ambiente das coisas do João Seixas publicadas no E-nigma. E li As Mulheres da Neve, do Fritz Leiber, novela de fantasia que conta como Fafhrd fugiu da sua pátria para ir dar origem à parceria com o Rateiro Cinzento. E acho que foi só isto.
O livro vai na página 726, 52 páginas de avanço relativamente à semana passada, e mantendo ainda coisas traduzidas mais à frente. Faltam já menos de 400.
O wiki está na mesma. Fiz férias de wiki, e suspeito que vou continuar em férias de wiki durante mais algum tempo.
Leituras houve, mas não acabei nada além de uns quantos contos. E se calhar tinha piada ir falando dos contos. Então, li O Equinócio dos Loucos, de A. E. Bakonsky, escritor romeno, um conto fantástico sobre a violência étnica. Bom. Também li The Risk-Taking Gene as Expressed by Some Asian Subjects, de Steve Tomasula, um conto de FC literária sobre um geneticista que anda à procura do gene do risco e acaba envolvido com a máfia chinesa sem saber bem como. Bastante interessante. Continuei a plácida degustação dos contos do Mário-Henrique Leiria, com Apenas..., um conto que bem pode ser visto como FC, em que o pobre infeliz do protagonista se vê apanhado numa encruzilhada de exércitos históricos, dos mais bárbaros que a espécie produziu. Muito bom. Também li num instante A Caridade, de Orlando Neves, um conto insólito e macabro que faz lembrar o ambiente das coisas do João Seixas publicadas no E-nigma. E li As Mulheres da Neve, do Fritz Leiber, novela de fantasia que conta como Fafhrd fugiu da sua pátria para ir dar origem à parceria com o Rateiro Cinzento. E acho que foi só isto.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Raio de perda de tempo

Apresento-vos o Sapilandro, um dos vários bichos esquisitos que criei desde que descarreguei o demo do Creature Creator do Spore, ontem. O raio da coisa é absolutamente absorvente, especialmente se se é um biólogo com um fascínio de décadas por FC, o que implica outras biosferas, outras formas de vida, outras estruturas corporais. O Sapilandro até que é dos mais "normaizinhos", com duas pernas e dois braços, simetria bilateral e uma grande boca, como um homenzinho... já fiz coisas bem mais esquisitas, e já resmunguei cá com os meus botões com o facto da demo só dar para fazer coisas com membros e não ter nem barbatanas nem asas propriamente ditas. Quero-quero-quero o programa completo, e o jogo também, que parece que vai sair em Setembro. Quero-quero-quero-quero.
Mas suspeito que vou ficar pelo querer-querer-querer. É que se me meto nisto, desato a perder tempo e a perder tempo e a perder mais tempo, e às tantas as coisas que é preciso fazer começam a ficar por fazer, e depois a vida dá um nó e aperta. E eu gosto de respirar.
domingo, 15 de junho de 2008
Julguei que tinha percebido
Ontem julguei que tinha percebido o que se estava a passar. Mas hoje, com o número de visitantes, até agora, a não passar de 14, e a Lâmpada ainda em primeiro lugar na pesquisa google sobre "lâmpada mágica", percebi que afinal não.
Que diabo foi aquilo ontem?!
Que diabo foi aquilo ontem?!
sábado, 14 de junho de 2008
Espantoso
Espantoso é que de repente, literalmente de um dia para o outro, aqui a Lâmpada tenha saltado de uns pacatos 30-40 visitantes por dia para mais de 200, e ainda o dia não está no fim.
Fui ver o que se teria passado, se alguém influente teria feito alguma ligação para cá, mas não encontrei nada: o technorati continua na mesma, autoridade 15, whatever that is, ranking mais de 400 mil, o que é modesto, e o último link a ser o do Faraway, So Close! aqui de há dias.
Depois fui experimentar fazer uma pesquisa por "lâmpada mágica" no Google. E, tau, lá estava a Lâmpada em primeiro lugar. Porquê? Mistérios googlianos. Mas pelos vistos há por aí muita malta que anda à procura de lâmpadas mágicas e se sente com sorte ou clica no primeiro resultado que encontra.
Já houve duas ou três situações semelhantes de aumento súbito de visitas, mas nunca tinha chegado a números tão elevados. E eu tenho sentimentos dúbios a respeito destas "popularidades aditivadas". Por um lado, é sempre divertido emparelhar com os "grandes" (bem... com os médios) durante algum tempo. Mas por outro, toda esta malta que aparece assim caída de paraquedas não é realmente composta por leitores meus. Talvez alguns se tornem, dois ou três, mas a esmagadora maioria vem uma vez e vai-se embora para não voltar. Durante estes acessos de "popularidade" perco sempre a noção de quantos leitores realmente tenho.
Não que seja muito importante, se pensarmos bem. E também não que os números em alturas mais normais sejam propriamente graváveis em pedra: se houver por aí muita gente como eu, a maior parte dos posts lidos não são contabilizados nos medidores de acessos, porque são lidos via RSS e não através de visitas ao blog. Daí que eu pense nos tais 30-40 como um mínimo de leituras diárias e não como o número de leitores diários. De modo que a perturbação causada pelo salto acaba por ter bastante de irracional. Mas quem disse que eu era sempre racional?
Fui ver o que se teria passado, se alguém influente teria feito alguma ligação para cá, mas não encontrei nada: o technorati continua na mesma, autoridade 15, whatever that is, ranking mais de 400 mil, o que é modesto, e o último link a ser o do Faraway, So Close! aqui de há dias.
Depois fui experimentar fazer uma pesquisa por "lâmpada mágica" no Google. E, tau, lá estava a Lâmpada em primeiro lugar. Porquê? Mistérios googlianos. Mas pelos vistos há por aí muita malta que anda à procura de lâmpadas mágicas e se sente com sorte ou clica no primeiro resultado que encontra.
Já houve duas ou três situações semelhantes de aumento súbito de visitas, mas nunca tinha chegado a números tão elevados. E eu tenho sentimentos dúbios a respeito destas "popularidades aditivadas". Por um lado, é sempre divertido emparelhar com os "grandes" (bem... com os médios) durante algum tempo. Mas por outro, toda esta malta que aparece assim caída de paraquedas não é realmente composta por leitores meus. Talvez alguns se tornem, dois ou três, mas a esmagadora maioria vem uma vez e vai-se embora para não voltar. Durante estes acessos de "popularidade" perco sempre a noção de quantos leitores realmente tenho.
Não que seja muito importante, se pensarmos bem. E também não que os números em alturas mais normais sejam propriamente graváveis em pedra: se houver por aí muita gente como eu, a maior parte dos posts lidos não são contabilizados nos medidores de acessos, porque são lidos via RSS e não através de visitas ao blog. Daí que eu pense nos tais 30-40 como um mínimo de leituras diárias e não como o número de leitores diários. De modo que a perturbação causada pelo salto acaba por ter bastante de irracional. Mas quem disse que eu era sempre racional?
Semana
Não correu lá muito bem, esta. Irritações várias e um dia perdido a correr supermercados fizeram cair a produtividade. Mas não há crise: o atraso no plano é perfeitamente recuperável e foi sendo recuperado ao longo dos dois últimos dias. Neste momento é só de duas páginas.
Já estou a falar da tradução, sim. Vai na página 674, mais 54 do que na semana passada, incluindo um longo poema que ocupa quase uma página inteira e que levou um tempo que nunca mais acabava a pôr mais ou menos em condições. Porreiro é que a semana que vem é uma semana descansada, com uma série de capítulos pequeninos que me vão deixar tempo livre para tratar dumas coisas que eu cá sei.
O wiki também travou, claro: Tem agora 12 910 páginas, mais 93 do que na semana passada.
E mais nada de que valha a pena falar aqui.
Já estou a falar da tradução, sim. Vai na página 674, mais 54 do que na semana passada, incluindo um longo poema que ocupa quase uma página inteira e que levou um tempo que nunca mais acabava a pôr mais ou menos em condições. Porreiro é que a semana que vem é uma semana descansada, com uma série de capítulos pequeninos que me vão deixar tempo livre para tratar dumas coisas que eu cá sei.
O wiki também travou, claro: Tem agora 12 910 páginas, mais 93 do que na semana passada.
E mais nada de que valha a pena falar aqui.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Óptimo
O Tratado de Lisboa foi chumbado pelos irlandeses. Excelente!
Olhem uma ideia maluca: e que tal agora fazermos a coisa de forma democrática? Democracia, sabem o que é? Aquela coisa em que as pessoas são consultadas sobre o que pretendem da construção europeia antes de se elaborarem as "constituições" (tenham ou não esse nome) e serem levadas a referendo com a tradicional chantagem do "não podem votar contra, porque senão será uma catástrofe".
É só uma ideia maluca, bem sei.
Mas o que é realmente relevante é que o Tratado de Lisboa está morto. Porreiro, pá!
Enterremo-lo e sigamos em frente.
Olhem uma ideia maluca: e que tal agora fazermos a coisa de forma democrática? Democracia, sabem o que é? Aquela coisa em que as pessoas são consultadas sobre o que pretendem da construção europeia antes de se elaborarem as "constituições" (tenham ou não esse nome) e serem levadas a referendo com a tradicional chantagem do "não podem votar contra, porque senão será uma catástrofe".
É só uma ideia maluca, bem sei.
Mas o que é realmente relevante é que o Tratado de Lisboa está morto. Porreiro, pá!
Enterremo-lo e sigamos em frente.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Ah, sim, e...
... eu cá acrescentaria uma coisa ao adágio. Depois de:
Se queres conhecer alguém passa-lhe poder para as mãos
... diria que:
mas arranja-te de maneira a poderes retirar-lho a toda a pressa, se for preciso.
Se queres conhecer alguém passa-lhe poder para as mãos
... diria que:
mas arranja-te de maneira a poderes retirar-lho a toda a pressa, se for preciso.
Coisas certas que me foram ditas ontem
Ontem foram-me ditas algumas coisas muito, muito acertadas. A mais acertada de todas, embora não propriamente original, foi o velho adágio: se queres conhecer alguém passa-lhe poder para as mãos.
Aquilo que se faz com o poder define o carácter (ou a falta dele) de cada um. E isto funciona a todos os níveis: do poder quase supremo de vida e morte para milhões de pessoas que têm os líderes políticos dos países mais fortes do planeta à mesquinhez do poderzinho miudinho de funcionários burocráticos ou de gestores de comunidades virtuais, passando pelo poder daquilo que dá todo o ar de serem bandos de criminosos armados de camiões, que paralisam um país inteiro graças à ameaça de violência (ultrapassando por vezes a simples ameaça) e à intimidação.
A constatação que fica, a triste, a deprimente constatação que se torna inevitável quando olhamos para o que faz a miríade de criaturinhas que se apanha com um bocadinho de poder nas mãos, é que ou esta espécie é composta principalmente por pequenos e grandes canalhas, por pequenos e grandes pulhas, por pequenas e grandes bestas quadradas, ou então estes têm uma especial apetência para procurar situações de poder em que possam "revelar-se" em toda a sua pujança.
Bem que o macaco nu podia já ter sacudido um bocadinho mais de selva de cima das espáduas. Já teve tempo mais que suficiente para isso.
Aquilo que se faz com o poder define o carácter (ou a falta dele) de cada um. E isto funciona a todos os níveis: do poder quase supremo de vida e morte para milhões de pessoas que têm os líderes políticos dos países mais fortes do planeta à mesquinhez do poderzinho miudinho de funcionários burocráticos ou de gestores de comunidades virtuais, passando pelo poder daquilo que dá todo o ar de serem bandos de criminosos armados de camiões, que paralisam um país inteiro graças à ameaça de violência (ultrapassando por vezes a simples ameaça) e à intimidação.
A constatação que fica, a triste, a deprimente constatação que se torna inevitável quando olhamos para o que faz a miríade de criaturinhas que se apanha com um bocadinho de poder nas mãos, é que ou esta espécie é composta principalmente por pequenos e grandes canalhas, por pequenos e grandes pulhas, por pequenas e grandes bestas quadradas, ou então estes têm uma especial apetência para procurar situações de poder em que possam "revelar-se" em toda a sua pujança.
Bem que o macaco nu podia já ter sacudido um bocadinho mais de selva de cima das espáduas. Já teve tempo mais que suficiente para isso.
sábado, 7 de junho de 2008
Semana
Antes de mais, aqui a Lâmpada tem tido nos últimos tempos alguns problemas com os comentários. Não sei se todos os utilizadores têm sido afectados, mas pelo menos eu fui tentar por duas vezes meter um comentário-resposta e não consegui. É algum problema passageiro, espero, e apesar de alheio peço desculpa.
Do lado da labuta, já recomeçou a tarefa de transformar texto inglês em português, com toda a cagança, pujança e espírito aca... hm... 'perem aí... isto foi noutros tempos, noutra cidade e noutra área. Houve aqui um cruzamento esquisito de espaço-tempo. As minhas desculpas. Mas pronto, vai-se na página 620, com coisas traduzidas mais para diante, o que significa que não faltam propriamente 508 páginas, mas umas 490, mais ou menos duas ou três.
No wiki a semana voltou a ser produtiva, com o total de páginas a subir para 12 817, um acréscimo de 266 nos últimos sete dias. E não, desta vez não houve ajudas...
Também despachei mais um livrinho, A Rainha da Costa Negra, do Robert E. Howard. Este tem dedo meu, uma das minhas primeiras traduções profissionais (se bem me lembro, foi mesmo a primeira), e estive a lê-lo basicamente para ver o que fizeram os coleguinhas.
Do lado da labuta, já recomeçou a tarefa de transformar texto inglês em português, com toda a cagança, pujança e espírito aca... hm... 'perem aí... isto foi noutros tempos, noutra cidade e noutra área. Houve aqui um cruzamento esquisito de espaço-tempo. As minhas desculpas. Mas pronto, vai-se na página 620, com coisas traduzidas mais para diante, o que significa que não faltam propriamente 508 páginas, mas umas 490, mais ou menos duas ou três.
No wiki a semana voltou a ser produtiva, com o total de páginas a subir para 12 817, um acréscimo de 266 nos últimos sete dias. E não, desta vez não houve ajudas...
Também despachei mais um livrinho, A Rainha da Costa Negra, do Robert E. Howard. Este tem dedo meu, uma das minhas primeiras traduções profissionais (se bem me lembro, foi mesmo a primeira), e estive a lê-lo basicamente para ver o que fizeram os coleguinhas.
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