segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Lido: Imaginários 2

Imaginários 2 (bib.) é o segundo volume de uma série de antologias da Editora Draco, que já vai em quatro, na qual a editora se propõe reunir boa parte dos escritores brasileiros (neste caso incluindo também portugueses) de literatura fantástica atualmente em atividade. As antologias não são temáticas e, como sempre acontece quando assim é, isso deu azo a uma muito grande variabilidade de abordagens, estilos e intenções. Se para alguns leitores mais dados à variedade, mais dispostos a serem surpreendidos, isso constitui uma mais-valia, para outros pode ser um problema, podendo levá-los a achar a antologia desequilibrada simplesmente porque alguns contos se encaixam melhor nos seus gostos do que outros.

Eu situo-me algures no meio, embora mais inclinado para o lado dos primeiros. De facto, e descontando um par de contos que já conhecia e dos quais já gostava, aqueles que mais apreciei foram os que mais me surpreenderam. Mas não deixo de achar, mesmo assim, a antologia um pouco desequilibrada. A meu ver, há nela três contos muito bons, uma série de contos entre o mediano e o bom com reticências e um conto bastante fraquinho.

Mas o nível médio é alto. Uma antologia com três contos muito bons, em oito (eles são nove, mas um é meu e fica por isso de fora destes considerandos), só pode ser uma boa antologia. Eu sou dos tais incorrigíveis patetas que acham que já valeu a pena a publicação de uma antologia se ela contiver nem que seja apenas um conto muito bom. Nisso sou mesmo incorrigível, não há nada a fazer. Portanto é claro que acho que este livro vale plenamente a pena. E, obviamente, tê-la-ia valido mesmo sem o Flor do Trovão lá pelo meio.

Aqui têm o que pensei dos contos que fazem companhia ao meu:
Este livro veio-me parar às mãos por ter nele participado.

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