quarta-feira, 21 de julho de 2010

Lido: Face Perdida

Face Perdida, de Jack London, é outro erro de casting. Trata-se de um conto que encontra um aventureiro polaco, depois de atravessar toda a Rússia europeia e asiática perseguido pelas autoridades do Czar, na Rússia americana, o Alasca, prisioneiro de uma tribo de índios que não gostam nada dele e pretendem matá-lo. E com bons motivos, como acabamos por ficar a saber. Porque o nosso aventureiro, por nobres que tivessem sido os motivos iniciais que o levaram a entrar em choque com o Czar (London não o afirma, mas sugere-o), acabou por se juntar a alguns exemplares da pior escumalha que a Terra tem para oferecer e fez das piores coisas que um homem pode fazer. Tudo isto ficamos nós a saber numa longa recapitulação da vida passada, à semelhança do que acontece em A Lei da Vida e, tal como aí, o fim é a morte. E tal como aí, o conto, incluído num livro especificamente concebido para uma coleção de literatura fantástica, é inteiramente realista, sem o mais pequeno sinal de fantástico, seja ele qual for. Nem mesmo o horror, ainda que seja disso que mais se aproxima. Nada.

Mas, de novo, é um bom conto. No fim torna-se algo previsível, mas é um bom conto, que me conseguiu absorver com grande eficácia.

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