segunda-feira, 3 de maio de 2021

Escrita de abril


E lá chegou abril, e lá se foi abril. O tempo passa como os ventos moderados de primavera: rapidamente e sem deixar grandes sinais da sua passagem. Um ramo tombado aqui, um montinho de areia acumulada ali, lixo variegado acolá. A respiração de uma vida em suspenso, à espera nem se sabe bem de quê.

Mas vai-se escrevendo. Sim. Um pouco. Porque também isso é uma espécie de respiração. Uma espécie diferente, embora não tanto como possa parecer.

E vai-se escrevendo, pelos vistos, um pouco mais todos os meses. Se em março foram 14 páginas e em fevereiro 10, em abril foram 16 e mais teriam sido se não tivesse sido finalmente concluída a noveleta em que eu tinha vindo a trabalhar nos últimos tempos. Como quase sempre acontece, da conclusão dessa ficção não se passou de imediato ao início ou continuação de alguma outra, que isto necessita de um certo período de pausa para sair de um mundo e entrar noutro. Entretanto vai-se revendo outras histórias, pois esse é processo menos criativo, mais relacionado com questões estruturais e linguísticas, tira palavra, acrescenta frase, muda vírgula de lugar, essas coisas chatas. Menos exigente, de certa forma. Ou mais, se visto por outro prisma.

Em suma, isto continua fraco mas menos do que no inverno. E as histórias vão saindo. Uma a uma. Vejamos agora o que maio nos trará.

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