quarta-feira, 11 de abril de 2018

Em março falou-se de...

Eu sei, isto vem com uns dias de atraso. Não tem havido tempo, fazer o quê? Mas antes tarde que nunca é um bom lema de vida para combater stresses desnecessários, e cá está a relaçãozinha daquilo que, durante o mês de março e segundo o FCL, foi merecendo opinião no campo da FC. Mais informações encontram-se aqui e se clicarem lá em baixo na tag "leituras FC" encontrarão as listas correspondentes dos meses anteriores. E dos próximos, quando houver.

E sem mais prolegómenos, que no fim há comentários, cá vão as listas:

Ficção portuguesa:
  1. Crazy Equóides, de João Barreiros
  2. Orlando e o Rinoceronte, de Alexandra Lucas Coelho
  3. Antologia Fénix I, org. Álvaro de Sousa Holstein e Marcelina Gama Leandro
  4. Lisboa no Ano 2000, de Melo de Matos (conto)
  5. Os Números que Venceram os Nomes, de Samuel Pimenta
Ficção brasileira:
  1. Narrativas do Medo, org. Vítor Abdala
  2. A Província dos Ursos de Vento, de José Beffa
  3. Eros Ex Machina, org. Luiz Bras
  4. Meu Nome é Lobo, de Luiz Bras (conto)
  5. Sozinho no Deserto Extremo, de Luiz Bras (conto)
  6. Selva Brasil, de Roberto de Sousa Causo
  7. Petrus Logus: O Guardião do Tempo, de Augusto Cury
  8. Gary Johnson, de Daniel I. Dutra (conto)
  9. Hope, as Cores da Verdade, de M. V. Nery
  10. A Era dos Mortos, vol. I, de Rodrigo de Oliveira
  11. A Ilha dos Mortos, de Rodrigo de Oliveira
  12. Zitz e a Rede Etérea, de Giovanna Picillo
Ficção internacional:
  1. Guerra Americana, de Omar El Akkad
  2. The Art of Space Travel, de Nina Allan (conto)
  3. O Conto da Aia, de Margaret Atwood
  4. The Windup Girl, de Paolo Bacigalupi
  5. O Homem Demolido, de Alfred Bester
  6. A Expansão, de Ezekiel Boone
  7. Os Viajantes, de Alexandra Bracken
  8. Origem, de Dan Brown
  9. The Destroyer, de Tara Isabella Burton (conto)
  10. Kindred - Laços de Sangue, de Octavia E. Butler
  11. Traumphysik, de Monica Byrne (conto)
  12. Alvo em Movimento, de Cecil Castelluci e Jason Fry
  13. Jogador nº 1 / Ready Player One - Jogador 1, de Ernest Cline
  14. A Volta ao Dia em 80 Mundos, de Julio Cortázar
  15. Uncanny Valley, de Greg Egan (conto)
  16. Uma Dobra no Tempo, de Madeleine l'Engle
  17. Plague, de Michael Grant
  18. Os Despojados, de Ursula K. Le Guin
  19. The Girl From Everywhere - O Mapa do Tempo, de Heidi Heilig
  20. Um Estranho Numa Terra Estranha, vol I, de Robert A. Heinlein
  21. The Siege of Sirius, de Eddie R. Hicks
  22. Mestre das Chamas, de Joe Hill
  23. Acadie, de Dave Hutchinson
  24. A Ilha, de Aldous Huxley
  25. A Quinta Estação, de N. K. Jemisin
  26. A Torre Negra, de Stephen King
  27. Belas Adormecidas, de Stephen King e Owen King
  28. Ricochet Joe, de Dean Koontz (conto)
  29. Solaris, de Stanislaw Lem
  30. Isso não Pode Acontecer Aqui, de Sinclair Lewis
  31. The Weight of Memories, de Cixin Liu (conto)
  32. Criaturas da Noite, de Marie Liu
  33. Os Melhores Contos de Howard Philips Lovrcraft, vol. 6, de H. P. Lovecraft
  34. Taking Wing, de Ando Mangels e Michael A. Martin
  35. Jogo Sujo, org. George R. R. Martin
  36. The Martian War, de Gabriel Mesta
  37. Carbono Alterado, de Richard Morgan
  38. Felicidade Para Humanos, de P. Z. Reizin
  39. Naquele Tempo, de J. D. Robb
  40. Dark Space Universe, de Jasper T. Scott
  41. Frankenstein, de Mary Shelley
  42. Last and First Men, de Olaf Stapledon
  43. As Brigadas Fantasma, de John Scalzi
  44. Os Últimos Jedi, de Elizabeth Schaefer
  45. The Invention of Hugo Cabret, de Brian Selznick
  46. Piquenique na Estrada, de Arcádi e Boris Strugátski
  47. Aceitação, de Jeff VanderMeer
  48. Aniquilação, de Jeff VanderMeer
  49. The Strange Bird, de Jeff VanderMeer (conto)
  50. The World is Full of Monsters, de Jeff VanderMeer (conto)
  51. Cama de Gato, de Kurt Vonnegut
  52. A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells
  53. O Fio da Navalha, de Martha Wells
  54. Pivot Point, de Kasie West
  55. Split Second, de Kasie West
  56. Robopocalipse, de Daniel W. Wilson
Não-ficção internacional:
  1. A Riqueza dos Humanos, de Ryan Avent
  2. Generation Robot, de Terri Favro
Este mês foi bastante melhor que o anterior no que toca a opiniões sobre a FC lusófona, tanto portuguesa como brasileira. Eu tive um dedinho nisso, claro, com duas opiniões sobre coisas portuguesas e três sobre coisas brasileiras, mas mesmo assim ainda sobram mais três portuguesas e nove brasileiras opinadas por outrem. É um progresso? Não sei, e não só porque mesmo assim ficou abaixo de janeiro: pode ser simplesmente resultado da variabilidade natural neste tipo de coisas. Às vezes calha haver mais ou menos de uns meses para outros sem que haja realmente uma tendência; estas só se veem a prazos mais longos.

Em todo o caso, este mês queria reconhecer algumas coisas que vão inevitavelmente reduzir o número de opiniões sobre material lusófono relativamente às de material não lusófono. É que a desproporção não se deve só à tradicional desatenção que as pessoas que falam português revelam por aquilo que se produz na sua língua. Isso é um fator, sim, mas há outros, e convém também reconhecer que assim é.

Um desses fatores prende-se com o efeito que as adaptações para cinema e televisão têm na leitura e por conseguinte na produção de opiniões. Esse efeito vê-se este mês nas opiniões sobre VanderMeer ou sobre Cline (mas não sobre Dick, que está totalmente ausente... curioso). Ora, como praticamente não existem adaptações de obras lusófonas, só por aí já estamos em desvantagem.

Outro tem a ver com marketing. É que parte das opiniões não são opiniões espontâneas, mas resultado de parcerias. Ora, os autores lusófonos publicam regra geral em editoras com menos margem de manobra para investir nesse tipo de marketing, o que faz com que sejam menos falados por essa via.

Portanto sim, há razões objetivas e compreensíveis para a desproporção entre as opiniões a material lusófono e não lusófono. Mas isso não quer dizer que eu ache que 5 opiniões a coisas portuguesas (ou mesmo 12 a brasileiras) durante um mês esteja sequer perto de ser suficiente. Não é. Longe disso.

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