terça-feira, 25 de julho de 2006

Num país a sério...

Num país a sério quem está constantemente a fazer obras devia ser obrigado a indemnizar quem sofre com elas pelos prejuízos causados à sua saúde e à rentabilidade do seu trabalho. Num país a sério quem está constantemente a fazer obras devia ser proibido de pregar um prego sem antes avisar os vizinhos e combinar com eles horários e condições. Num país a sério, o uso de martelos pneumáticos devia ser simplesmente proibido.

Infelizmente, não vivo num país a sério.

Imbecis

Quem tenha ainda dúvidas sobre a quantidade de imbecis que escreve nos jornais e nos blogues em Portugal, reflicta um pouco sobre o seguinte:

Quando os Estados Unidos invadiram o Iraque, não faltou quem previsse detalhadamente o que iria acontecer. Uns previram que as tropas americanas iriam ser recebidas de braços abertos por um povo ansioso por liberdade e farto de um ditador sanguinolento. Para estes, a vitória seria rápida e com poucas vítimas, as tais armas de destruição maciça seriam encontradas de imediato e os iraquianos iriam eleger um amigo da América para presidente em eleições livres e democráticas ao som do pipilar de passarinhos. Outros previram que se iria destapar mais ainda um barril de pólvora que já estava bem aberto, e lançar um fósforo a arder lá para dentro. Estes previram o reacender do secular conflito entre xiitas, sunitas e curdos, um potencial bem real de guerra civil, uma passagem de uma guerra convencional para uma guerra de guerrilha assim que ficasse clara a superioridade tecnológica americana, o investimento de outros países da região, que sentem que estão sob a mira, na instabilidade iraquiana, seguindo a lógica óbvia de que enquanto os americanos estão atolados ali não vêm para aqui, o aproveitamento do caos que a guerra inevitavelmente provoca e do desespero de quem tudo perdeu pelos extremismos ligados ao terrorismo internacional para uma implantação sólida e provavelmente definitiva no território, de onde tinham estado ausentes, pelo menos de forma significativa, enfim, um gigantesco atoleiro.

Nessa altura até se podia ter umas ideias claras sobre o grau de inteligência e pés assentes na realidade que revelava uma e outra posição, mas convinha guardá-las. A verdade é que não se sabia. Tudo, em teoria, podia acontecer, e por isso todas as posições e previsões eram legítimas, ainda que algumas pudessem parecer muito, muito estúpidas. E, de resto, o futuro revelaria quem tinha razão.

Como se sabe, revelou. Milhares de mortos mais tarde.

Agora, temos as mesmas pessoas a fazer previsões. Mas agora, meus caros, já devíamos saber bem o que valem as previsões de certa gente. Especialmente daqueles que não aprenderam nada com o Iraque. Dos que viram todas as suas previsões arrasadas pela realidade e continuam a falar dos agressores anti-islâmicos ao som do chilrear de passarinhos. Dos que ainda não perceberam que não há agressão militar que não sirva fundamentalmente para fortalecer as organizações terroristas, para atrair para elas mais desesperados dispostos a tudo, para acicatar o ódio de quem vê o seu país a ser sistematicamente destruído contra os agressores e quem os suporta. Para eternizar conflitos e atrasar soluções. Para colocar fanáticos em posições de poder. Para o eternizar da chacina.

Quem ainda não percebeu isto, contra toda a evidência, só pode ser uma coisa: imbecil. Completa e, segundo todos os sinais, irremediavelmente imbecil. Da Helena Matos ao Luciano Amaral. Do Eduardo Pitta ao Zé da Tasca que defende o genocídio ("eles deviam era matá-los a todos") entre dois arrotos de cerveja.

E igualmente imbecil é quem lhes dá ouvidos.

sexta-feira, 21 de julho de 2006

As novas tecnologias são tão porreiras!...

Simplex é porreirex! Bora pagar o selo do carro pela internet! Bora! Uau! Bora! É só ir ao site das declarações electrónicas, fazer login, clicar no link que diz que a liquidação/pagamento do imposto municipal sobre veículos está a decorrer, e...

Mas o que é isto?

"Não foram encontrados documentos para esta pesquisa"?!

Mas que pesquisa, raisparta? Eu só cliquei num reles link! Deixa cá ver o que acontece se clicar em "Documentos"...

"Não foram encontrados documentos para esta pesquisa"?!

Ai a porra! E agora faço o quê? No ano passado, pude imprimir em casa o impresso e levar ao quiosque já tudo preenchido; este ano nem isso?

Mas que palhaçada vem a ser esta?

E se a Palestina fosse Portugal?

Uma leitura indispensável, esta crónica de Conceição Branco.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Mistério da educação

Trocadilho fácil? Talvez. Mas a verdade é que há um mistério na educação: por que motivo não parece haver poder, seja de que partido for, que evite as trapalhadas no ministério? Ou por outra: onde andará a incompetência? Será generalizada? Exalará das paredes do ministério e envenenará os que aí trabalham, assim à maneira de amianto? Serão os funcionários? Será qualidade comum aos educadores e pedagogos que saltam para a política?

Mistério!...

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Os nazis contemporâneos

Os palestinianos são uma "ameaça demográfica cancerígena" e a acção militar é "quimioterapia". Quem o diz? Moshe Ya'alon, chefe do estado-maior israelita.

O problema que o mundo tem é que do outro lado a escumalha é igualzinha. Tão nazi é este tipo como o Mahmoud Ahmadinejad. Um aproveita-se do Holocausto para justificar todos os crimes e genocídios, o outro nega o Holocausto e provavelmente sente uma grande pena de que Hitler não tenha acabado o trabalho. É impossível apoiar de facto Hezbollahs e Hamas, porque embora troquem mísseis com o Ehud Olmert, são todos tão nazis como ele, tão terroristas como ele. É tudo a mesma escumalha.

Mas isso dizemos nós, que não temos mísseis a cair-nos na cabeça ou na cabeça de familiares e conhecidos. Para os árabes, em especial para os libaneses, palestinianos e sírios, as coisas são bem diferentes. Quando uma organização terrorista disfarçada de estado se aproveita do rapto de um soldado (que ao contrário do que é hábito nos extremistas palestinianos até é um acto de guerra legítimo, e enquanto houver ocupação da Palestina é escusado fingir que não existe guerra e um culpado principal nela) para desencadear uma onda de assassínios em Gaza, não há escolha possível. Já haveria mais escolha quando uma segunda organização terrorista chamada Hezbollah se resolve meter no assunto e começa a enviar mísseis para Israel, mas essa escolha desaparece no momento em que os terroristas iraelitas não se limitam a atacar militantes do Hezbollah, mas atingem também as infra-estruturas do país, atacam e assassinam civis, lançam ataques sobre o exército libanês.

Nós, podemos dar-nos ao luxo de não apoiar o Hezbollah ou o Hamas. Nenhum deles, de facto, merece o nosso apoio. Mas eles, os árabes, os que sofrem na pele os efeitos de terem de viver lado a lado com um estado terrorista, não têm luxos desses. Israel é uma fábrica de fanáticos dispostos a tudo. Quantos mais árabes massacra, mais força dá a todos os integrismos muçulmanos. E as consequências pagamo-las todos, não só com vidas de inocentes como de muitas outras formas, incluindo a destruição das nossas economias.

É por isso mais que tempo de chamar a Israel o que aquilo é: uma organização terrorista. E de tratar com aquilo da mesma forma que com todas as outras organizações terroristas. Como um caso de polícia.

terça-feira, 18 de julho de 2006

Desvantagens de trabalhar em casa

Jorge, isto; Jorge, aquilo; Jorge, aqueloutro...

Opelarias

Se bem estão lembrados (partindo do princípio que o caro amigo que está a ler isto neste preciso momento - seja ele, o momento, qual for - é leitor habitual da Lâmpada e não alguém que aqui aterrou por um acaso qualquer), já aqui falei da Opel. Disse umas coisas mais ou menos interessantes, espero. O giro é que muitas desas coisas me chegaram há dias por intermédio de um email assinado por um tal Manuel F. Ribeiro (que eu não conheço, mas é blogueiro) que já faz, parece, parte de uma campanha. Transcrevo-o de seguida na íntegra:

A postura da Opel e o seu abandono das instalações em Portugal, deixando centenas de pessoas no desemprego, é um comportamento inaceitável.

O Governo português vai fazer accionar e muito bem todos os mecanismos legais de modo a sancionar este comportamento e devolver ao Estado Português todos os incentivos recebidos.

Considero que todos devemos apoiar esta medida.

Os portugueses têm dado exemplos magníficos de união como exemplo a movimentação para o Euro e o Mundial.

Aproveitemos esse movimento, façamos uma cadeia para demonstrar a nossa força: façamos correr por todos os nossos contactos esta mensagem:

OS PORTUGUESES NÃO COMPRAM AUTOMÓVEIS OPEL!

Talvez assim, apesar de sermos pequenos no mercado ibérico, motivo pelo qual se mudam para Espanha, sirva de exemplo para esta e outras empresas com estes comportamentos.

Os trabalhadores da Opel e suas famílias precisam da tua ajuda.

Spam político

Se eu fosse brasileiro, já teria o meu voto marcado: Lula.

É que já estou pelos cabelos com a chuva de spam que tenho recebido vindo de quem me quer convencer a não votar no Lula. Os idiotas são tão estúpidos que nem sequer se apercebem de que o meu endereço acaba em PT.

Safa!

sábado, 15 de julho de 2006

A Lâmpada Mágica, Janeiro de 2004

Livros

- <-------- Os livros que estão ali
- <-------- Os livros que estão ali
- <-------- Os livros que estão ali
- <-------- Os livros que estão ali

Spamesia

241. Nunca morrerá
242. Grande sensação
243. O frenesi de saque no gueto
244. A sua herança
245. Colono
246. Betão
247. Mais uma vez
248. Muito raro
249. A andesina de Colombo
250. Filha com o pai
251. Ásia
252. Produto gratuito inverte o envelhecimento
253. Sexta-feira
254. Carta
255. O pato do contra
256. Onde?
257. O degrau
258. Brisa
259. Diverte
260. Genitivo
261. Bagatela corruptível
262. Não é aldrabice
263. Estudantes
264. Como vai a família?
265. O gato farfalhudo
266. Cinto
267. Fugiu
268. Erro
269. Esta informação é útil para a sua saúde

Ficções

Historinhas Ene

- Historinhas Ene IV
- Historinhas Ene V
- Historinhas Ene VI
- Historinhas Ene VII

Este blog e os outros

- Um segredo. Não digam a ninguém
- LOL!
- As dúvidas excruciantes da blogosfera
- Ah! Parece que não é mesmo ela!

Edições, tentativas e críticas

- I'm a translated author!
- I'm a translated coiso e tal, mas também publico em português

FC&F

- Él es un autor traducido!

Tentativas de humor

- Pela inclusão na língua portuguesa do verbo bisnacar
- Bisnaquemos então sobre o verbo
- Surrealismo, o que é?
- Xiii! Que anedota tão foleira!...

Internet

- Uma perplexidade que nunca me largará
- Mais uma sobre o mydoom
- Resposta ao hmbf
- Isto é...
- Novidade!
- O primeiro defeito do w.bloggar

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Nazis

É o que os israelitas são. Nazis. O estado terrorista por excelência. Profundamente nazi.

quinta-feira, 13 de julho de 2006

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Syd Barrett

É assim que compreendemos que a adolescência começa finalmente a morrer.

terça-feira, 11 de julho de 2006

Receita para deixar de ser meu amigo

Chamar-me coisas "simpáticas" como estalinista ou nazi.

É tiro e queda.

Claro: tinham de vir os gajos da bola estragar a festa

Pensando bem, era inevitável, não era? Todos sabemos bem o tipo de gentinha que dirige o nosso futebol. Até podemos esquecer-nos daquilo que a casa gasta enquanto a selecção vai jogando bem e ganhando, mas chega sempre o dia seguinte. A gentalha da bola não consegue erguer-se acima do seu rasteiro nível habitual. Mais tarde ou mais cedo (mais cedo que mais tarde) acaba a demonstrá-lo. Desta vez bastaram três dias.

Agora, os meninos ricos querem ser isentados de IRS. O país inteiro sufoca à míngua de dinheiro, o governo, pela primeira vez na história, vai tomando algumas medidas tímidas para que a gatunice da fuga ao fisco se atenue, para pôr alguma moral no sistema, e os meninos ricos querem ser isentados de IRS. Os meninos ricos que ganham num mês mais do que muitos de nós ganharemos durante toda a vida. Os meninos ricos que, ainda por cima, aumentaram bastante o seu valor no mercado ao jogarem bem e terem sucesso. Os meninos ricos que quando acabarem a carreira de futebolista poderão viver confortavelmente o resto da vida de rendimentos, se souberem gerir o dinheiro ganho. Pagando escrupulosamente os impostos todos. Sem fazer nenhum. E querem isenção de IRS. E provavelmente haverá muito papalvo por este país fora que acha que sim senhor.

É por coisas destas que muitos de nós, que até gostamos de futebol, nos borrifamos para a bola. É por coisas destas, pela completa falta de nível, e mesmo de decência, que este tipo de coisa revela que muitos de nós, salvo situações excepcionais, voltamos costas a toda esta cambada. Que se lixem. Que se danem. Que vão para o diabo que os carregue.

Raios partam os gajos da bola.

Que se lixem Sagres e Faro

Anda um gajo, suor a escorrer pela testa, preocupado com a incongruência de ter nas previsões da meteorologia temperaturas que não sente. Anda um tipo convencido que que tem de certeza o termostato avariado, só pode, porque não será verdade de que a temperatura real no ar que o rodeia só pode ser a média aritmética das temperaturas observadas em Sagres e em Faro? Anda um tipo, enfim, preocupado, hipocondríaco, já a pensar que anda a beber água a mais, ou a menos, ou a não fazer praia que chegue, maldito o trabalho que não mostra vontade de ter fim e malditas as doenças na família que não parecem ter vontade de acabar.

Quando afinal, o IM é que sabe, e o que o IM sabe é diferente do que diz o senso comum. Afinal, a média aritmética não é para aqui chamada. Afinal Sagres é Sagres, Faro é Faro e o que fica no meio é o que fica no meio, vasos separados, só parcialmente comunicantes. Afinal sempre é verdade que está mesmo mais calor do que os 23 graus com pozinhos que Faro e Sagres apresentam. Afinal estão mais de 27. Ah, bom. Assim já se conversa.

Deixem-me cá ir abrir mais uma janela para ver se faz corrente de ar.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Portugal tem neste momento menos de 3 mil padres

(ouvido na TV)

E já são demasiados!

(ouvido nos pensamentos)

Io-io

OK, já está tudo online de novo.

Quanto ao mail, está a chegar-me de hoje, de ontem e de anteontem, tudo misturado. O que provavelmente significa que os relays armazenaram tudo e mo irão enviar ao longo das próximas horas.

A coisa vai-se compondo, parece.

Inacreditável!

Já se foi tudo abaixo outra vez!

Desculpem, mas...

Pu-ta-que-pa-riu!

Não chegou às 48 horas

Mas foi por pouco!

(sim, os sites estão de novo no ar, desde há minutos. Agora vou ver o que aconteceu ao correio)

domingo, 9 de julho de 2006

37 horas

... and counting...

Aí está

Há agora um dia inteiro que os responsáveis por um datacenter nos EUA resolveram, ao que tudo indica, ir curtir o fim de semana em vez de reparar uma avaria que me deixou (e a toda a Netcode) sem correio electrónico e sem site(s).

O próximo paspalho que resolva vir para o pé de mim clamar contra a incompetência e improdutividade dos portugueses, tecendo elogios à ética de trabalho americana fica sem dentes.

sábado, 8 de julho de 2006

Faltam duas horas

... para estar há um dia inteiro sem email e sem site. Eficiência americana! Órraite!

Netcode, não mudem de datacenter, não, que vão ver a clientela toda a bater a asa...

Por

ra!

A interrogação começa a ser se chegará às 24 horas. Já não faltam muitas.