quarta-feira, 27 de maio de 2015

Letra1

Há sensivelmente dois anos, recebi um simpático convite para participar num projeto online, o Letra1, iniciativa do Pedro Junqueira Lopes. Aceitei, embora com algumas dúvidas por não saber bem que tipo de colaboração poderia vir a dar ao site.

Essa indecisão teve impacto desde o início da minha participação no L1, reduzindo-a a coisa pouca e irregular. E no ano passado, a gigantesca seca de ideias e de vontade de escrever por que passei e que também levou aqui a Lâmpada a ficar inativa por longos períodos (foi de tal forma grande que ainda continuo a publicar opiniões a coisas que li em 2014, só para se ter uma ideia da quantidade de material que deixei acumular) conseguiu o feito de reduzir ainda mais essa participação, zerando-a por completo. Durante mais de um ano não publiquei lá nada.

Agora, com um último texto, ponho um ponto final oficial na minha colaboração com o Letra1. O saldo final soma meros 5 textos, e só posso pedir desculpa ao Pedro e aos demais colaboradores por a minha colaboração ter sido tão escassa.

Os 5 textos foram:

- De Empresariado e Parasitismo, um texto sobre empresários, parasitas, participação cívica e assuntos conexos. Continua inteiramente atual;
- Um Arremedozinho de Fábula que Talvez Leve Alguém a Pensar, um texto sobre passarinhos e raposas, que aparentemente não levou ninguém a pensar e que também continua inteiramente atual. Aliás, vamos ver exatamente quão atual quando tivermos na mão os resultados das próximas legislativas.
- Um Bode Alado a Fazer Mergulho com Garrafas Enquanto Canta a Grândola e Recita Pessoa, um texto sobre as esquerdas, como o título deixa mais que evidente. Aliás, orgulho-me bastante deste título. E mais atual, impossível.
- As Aspas dos Comentadores e Outras Socratices, um texto sobre o comentário político televisivo, um bocado datado, até porque o Sócrates entretanto mudou de endereço. Provavelmente o pior texto do quinteto.
- De Democracia, Representação e Ideologias, com um Saltinho à Natureza Humana, um texto sobre a democracia representativa, o que diabo isso significa e por que motivo tem alguma tendência a não correr lá muito bem. Talvez o melhor dos cinco textos, mas é bem possível que isto seja o mais fresquinho a falar.

Lamento não ter colaborado mais, mesmo, mas fez-se o que na altura se pôde. E chegada a hora da despedida, ela é feita à Sousa Veloso: com amizade.

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