domingo, 3 de maio de 2015

Lido: Rei Sem Coroa

Rei Sem Coroa (bibliografia) é um conto escrito pelo Capitão Falcão... ah, disparate! De onde me veio agora esta? É um conto, agora sim, escrito pelo Diácono Remédios... hm? Mas que coisa! Não, bolas! É um conto escrito por um tal Sérgio Sousa-Rodrigues (não, não é Sousa Rodrigues, é Sousa-tracinho-Rodrigues, que só assim é que se é um verdadeiro Português!), que talvez pretendesse ser história alternativa, mas na verdade só conseguiu ser inenarrável de tão mau.

O enredo(?) gira, ao que parece, em volta de um tipo que, movido por desejos de vingança, se infiltra numa célula terrorista criada pela união dos "comunas", obviamente sebentos e barbudos (estão a ver o Álvaro Cunhal? É tal e qual), e dos socialistas que, como é evidente, só querem mama, a fim de matar o rei. Que coisa extraordinária poderia ter levado os sebentos todos a juntar-se terroristamente desta forma? A vossa suposição é tão boa como a minha, embora haja lá pelo meio umas referências ao governo de um primeiro-ministro Álvaro Sousa, clone nada subtil de um tal António Salazar de doce memória. Ezhe. Hum.

OK, é um conto fascista, estarão talvez vocês a pensar, mas isso torna-o automaticamente mau?

De modo algum. Alguns fascistas foram bons escritores. Infelizmente, Sousa Rodrigues (perdão! Sousa-tracinho-Rodrigues) é... bem... acho que a palavra certa só pode ser tosco.

O enredo(?), já de si perfeitamente imbecil, é ainda por cima prejudicado por uma completa ausência de ritmo narrativo, amplificada por tiradas pretensamente filosóficas e por longos infodumps que, na maior parte dos casos, em vez de clarificarem alguma coisa só tornam tudo isto mais disparatado. E a prosa... ah, a prosa... mas não, isto não se descreve, mostra-se. Deixem-me cá ir buscar um exemplo de frase ao calhas. Ora aqui está: "Apesar de não ter gostado do livro, decidira levar a leitura do mesmo até um ponto que permitisse a avaliação correcta do mesmo."

E está tudo dito, não é? Pois.

Contos anteriores deste livro:

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