quinta-feira, 1 de março de 2018

Em fevereiro falou-se de...

Não sabem o que é isto? Então deem um salto a este post, onde a ideia está explicada com algum detalhe. Não vou repetir o que escrevo aí, digo apenas que isto é apenas a sequência, um mês mais tarde, que por causa de uma gripe o FCL está com uns dias de atraso, logo haverá coisas de fevereiro que só aparecerão nas listas de março, e que depois das listas teremos algumas notas.

E despachada esta brevíssima introdução, vamos lá às listas.

Ficção portuguesa:
  1. Sinal de Vida, de José Rodrigues dos Santos
Ficção brasileira:
  1. Delacroix Escapa das Chamas, de Edson Aran
  2. O Velho, de Clóvis Garcia (conto)
  3. O Macaco que se Fez Homem, de Monteiro Lobato
  4. Tuj, de Walter Martins (conto)
  5. Ninguém Nasce Herói, de Eric Novello
  6. A Casca da Serpente, de José J. Veiga
Ficção internacional:
  1. Os Pássaros do Fim do Mundo, de Charlie Jane Anders
  2. Originais, de Jennifer L. Armentrout
  3. Os Próprios Deuses, de Isaac Asimov
  4. A História de uma Serva, de Margaret Atwood
  5. 4 3 2 1, de Paul Auster
  6. Nova Antologia Pessoal, de Jorge Luis Borges
  7. A Máquina do Tempo, de Ray Bradbury (conto)
  8. F de Foguete, de Ray Bradbury
  9. Origem, de Dan Brown
  10. Bloodchild, de Octavia E. Butler (conto)
  11. Kindred - Laços de Sangue, de Octavia E. Butler
  12. A Coroa, de Kiera Cass
  13. Alvo em Movimento, de Cecil Castelluci e Jason Fry
  14. Mundo Perdido, de Valerie Nieman Colander
  15. A Peste Negra, de Gwyneth Cravens e John S. Marr
  16. Uma Dobra no Tempo, de Madeleine l'Engle
  17. A Cruz de Fogo, parte I, de Diana Gabaldon
  18. Submissão, de Michel Houllebecq
  19. Nunca me Deixes, de Kazuo Ishiguro
  20. A Quinta Estação, de N. K. Jemisin
  21. Illuminae, de Amie Kaufman e Jay Kristoff
  22. A Torre Negra, de Stephen King
  23. Lobos de Calla, de Stephen King
  24. Novembro de 63, de Stephen King
  25. Belas Adormecidas, de Stephen King e Owen King
  26. A Sombra de Innsmouth, de H. P. Lovecraft
  27. Tudo que Deixamos Para Trás, de Maja Lunde
  28. Ases pelo Mundo, org. George R. R. Martin
  29. As Crônicas de Marte, org. George R. R. Martin e Gardner Dozois
  30. O Silêncio das Filhas, de Jennie Melamed
  31. Levana, de Marissa Meyer
  32. Estação Perdido, de China Miéville
  33. Carbono Alterado, de Richard Morgan
  34. Deuses Renascidos, de Sylvain Neuvel
  35. A Súbita Aparição de Hope Arden, de Claire North
  36. Who Fears Death, de Nnedi Okorafor
  37. Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe
  38. Os Melhores Contos de Edgar Allan Poe, de Edgar Allan Poe
  39. Medo Clássico, de Edgar Allan Poe
  40. Felicidade Para Humanos, de P. Z. Reizin
  41. The Collapsing Empire, de John Scalzi
  42. Frankenstein, de Mary Shelley
  43. A Nuvem Púrpura, de M. P. Shiel
  44. O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson
  45. Piquenique na Estrada, de Arkádi e Boris Strugátski
  46. Aniquilação, de Jeff VanderMeer
  47. Borne, de Jeff VanderMeer
  48. Cama de Gato, de Kurt Vonnegut
  49. Até o Fim do Mundo, de Tommy Wallach
  50. Ficção Curta Completa, vol. I, de H. G. Wells
  51. A Estrada Subterrânea, de Colson Whitehead
  52. O Livro do Juízo Final, de Connie Willis
  53. Robopocalipse, de Daniel H. Wilson
Não-ficção internacional:
  1. Habitable Planets for Man, de Stephen H. Dole
  2. O Mito da Singularidade, de Jean-Gabriel Ganascia
  3. Romantic Outlaws: The Extraordinary Lives of Mary Wollstonecraft and Her Daughter Mary Shelley, de Charlotte Gordon
  4. WTF?: What's the Future and Why It's Up to Us, de Tim O'Reilly
  5. Coração Assombrado, de Lisa Rogak
  6. Superman: Uma Biografia não Autorizada, de Glen Weldon
As notas finais:

Um mês pequeno e a minha gripe, que fez com que eu tivesse escrito bastante menos na Lâmpada e deixado atrasar o Ficção Científica Literária (por causa da gripe e porque depois tive de mergulhar a fundo no trabalho, para recuperar do atraso), conspiraram para a redução significativa do número de obras que receberam uma opinião no mês que passou. Os portugueses, em particular, parecem não ler, e quando leem não opinam, sobre a FC nacional, e é deprimente e, francamente, vergonhoso, que ao longo de um mês inteiro só tenha aparecido uma opinião sobre uma obra de (ou melhor: com) FC escrita por um autor português (e logo o José Rodrigues dos Santos. Malta... francamente!). Mas os brasileiros também não se ficam a rir: das seis obras que receberam opiniões, duas receberam-nas de mim e uma é tão periférica ao género que é muito provável que esteja fora dele.

A redução face ao mês de janeiro é enorme, tanto num caso como no outro, e tanto nas minhas leituras como nas leituras alheias. Portanto, a hipótese que aventei (com muitas dúvidas), de que a enorme diferença entre leituras e opiniões de material estrangeiro e lusófono se devesse a algum desvio estatístico, parece concretizar-se mas ao contrário: janeiro pode ter sido um mês particularmente fértil em leituras lusófonas, as quais normalmente são ainda mais escassas do que esse mês levava a crer.

Entendamo-nos: assim é impossível. Se ninguém lê, se ninguém comenta (ou quando comenta só o faz em circuito fechado, o que é uma tremenda parvoíce), os escritores vão perder tempo a escrever e/ou publicar para quê? Com que motivação?

Eu continuo por aqui, e para março estão previstas mais algumas opiniões a material português e (sobretudo, que as minhas leituras portuguesas têm sido nos últimos tempos dominadas por outras coisas que não a FC) brasileiro. Mas convinha haver mais gente a fazer o mesmo. Muito mais gente.

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