sexta-feira, 9 de março de 2018

Lido: Sozinho no Deserto Extremo

Mais uma vinheta com sabor a poema de Luiz Bras, este Sozinho no Deserto Extremo é um texto que faz referência direta à biblioteca infinita de Borges, descrevendo as crises existenciais de um dos habitantes da biblioteca que de repente se vê sozinho na interminável vastidão hexagonal da criação borgesiana. Este texto tem alguns pozinhos de ficção científica — os bibliotecários são descritos como um exército de clones — mas é fundamentalmente um texto fantástico que exige a leitura prévia do conto de Borges em que se inspira para um desfrute pleno. Mas não se pense que Bras respeita por inteiro o imaginário de Borges; na verdade subverte-o ironicamente, transformando a biblioteca, casa de todos os livros possíveis e portanto de todo o conhecimento imaginável (e de muito disparate, também), num igualmente gigantesco centro comercial.

Não sendo dos contos que mais me agradaram, é mesmo assim bastante bom.

Textos anteriores deste livro:

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