quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Lido: Nemonymous Two

Este é o número 2 da revista Nemonymous que, para quem não conhece, foi uma peculiar revista inglesa que conheceu vários formatos mas nesta fase inicial se caracterizava por publicar as histórias anonimamente, sendo os autores de cada uma revelados apenas quando estava prestes a sair o número seguinte (e alguns nunca chegaram a ser revelados).

Consoante a forma como se conta, este número inclui 17 ou 18 contos, quase todos do bom para cima, e mesmo os dois ou três mais fracos nunca chegam a descer abaixo do razoável mais. O nível médio é, portanto, invulgarmente alto. Quase todas as histórias se integram em uma ou outra vertente das literaturas do imaginário, ainda que uma ou duas o façam de uma forma algo cosmética. As restantes oscilam na sua maioria entre o surrealismo, a werd fiction, o fantástico propriamente dito e o horror, por vezes com uma dose significativa de humor a apimentá-las. Todas, e sim, aqui incluem-se aquelas que por um motivo ou por outro me agradaram menos, mostram um cuidado literário bastante elevado.

Uma das coisas mais curiosas nesta publicação, que aliás a eleva a mais do que a mera soma das partes que é hábito encontrar-se em revistas, é notar-se nela uma espécie de fio condutor implícito, como que fantasmagórico até. Isto apesar de toda a variedade das histórias de que se compõe. Ou seja, apesar de as histórias nada terem a ver umas com as outras, pelo menos à primeira vista, a sua reunião é de tal forma harmoniosa que o todo funciona um pouco como um jogo de tetris bem jogado: as peças podem ser díspares, em forma e em cor, mas encaixam-se numa perfeição quase perfeita.

Mas, claro, as partes não se dissolvem nesse todo, e cada uma vale por si. Eis, portanto, o que achei dos contos individualmente considerados:
Esta revista veio-me parar às mãos, se bem me lembro, por conta do pagamento pelo conto meu que saiu no nº 3; em vez de receber dinheiro, optei por receber outros números da revista. Ou talvez não, é possível que fossem exemplares de cortesia. Já foi há mais de 10 anos. Não me lembro mesmo.

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