segunda-feira, 15 de abril de 2019

Lido: Filho do Sangue

Finalmente, ao fim de 51 páginas de um total de 88, eis que nesta revista deparo com um conto que ainda não tinha lido.

Estava previsto que este Filho do Sangue (bibliografia) fosse incluído na edição especial da coletânea Eu Sou o Sangue, de Richard Matheson, mas isso acabou por não acontecer, ficando-se a sua publicação em terras portuguesas por este número da Bang! Mas este conto é, tal como a história principal da coletânea de Matheson, um conto sobre vampiros.

Pelo menos se interpretado como tal. É que aqui encontramos aquela dúvida sobre o que é real (no contexto do universo ficcional, entenda-se) e o que é imaginário, que Todorov elegeu como elemento identificativo do fantástico, e é possível interpretar o aparecimento dos vampiros na história como decorrência da loucura do protagonista. Até porque essa não oferece dúvida. Quase.

A história gira em volta de um jovem que desde criança tem a ambição de ser vampiro e à medida que cresce vai mergulhando cada vez mais profundamente na ilusão (ou será que não se trata de ilusão?) de o ser mesmo. Vamos acompanhando vários pontos fulcrais desse aprofundamento até um clímax bastante bem construído, onde surgem finalmente na história os verdadeiros vampiros. Talvez.

Este é um bom conto. Não tão bom como outros contos do autor, o qual chega por vezes a níveis de excelência que não são muito comuns e aqui escorrega um pouco para o lado da caricatura, mas sim, é um bom conto.

Contos anteriores desta publicação:

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