quinta-feira, 2 de maio de 2019

Lido: Rolando Amado

Se os elementos típicos das histórias tradicionais não se repetissem tanto, este livro seria menos cansativo. Mas é, ao ponto de, à medida que a leitura avança, avançar também a ideia de que as histórias tradicionais, fruto talvez do contacto entre diversas tradições e de terem estado dependentes em exclusivo das memórias dos contadores durante centenas ou milhares de anos, são em grande medida variações sobre um conjunto bastante reduzido de elementos-base que reaparecem dezenas de vezes neste tipo de compilações mais abrangentes.

É assim que este Rolando Amado, conto que aparentemente os Irmãos Grimm apresentam em versão não fundida com mais nenhum, abre logo com o velho cliché da madrasta bruxa e má e encerra com o não menos velho cliché do casamento aprazado que ao último momento é alterado pelo regresso do amor verdadeiro. Pelo meio há uma história de crueldade, assassínio e perseguição, só contrariados pelo poder da magia repleta de metamorfoses e transformações.

Esta é uma historinha sólida, mas tão típica, tão banal, que é daqueles contos que se leem e se esquecem quase de imediato, especialmente quando no tempo de leitura se faz acompanhar de outras histórias semelhantes.

Contos anteriores deste livro:

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