quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Lido: Missy Victoria

Muitas histórias de literatura fantástica, ou pelo menos daquela literatura fantástica mais especulativa e menos seguidora de fórmulas, têm na sua génese uma pergunta: e se? Este continho de Bruce Holland Rogers, Missy Victoria, respeita plenamente essa regra. E se, parece interrogar-se, os nomes determinassem a personalidade de quem os tem? E se, por causa disso, houvesse um sistema judicial dedicado a corrigir situações problemáticas de personalidade e relacionamentos através da mudança dos nomes? Como seria?

Rogers explica como seria, partindo de uma situação em que Missy está com problemas por causa do filho mais velho, Nick, o qual aparentemente anda a vandalizar a escola, para grande desagrado da (muito chata) sogra, Alice. E o resultado é uma historinha muito divertida, telenovelesca mas em bom, cuja principal virtude, para mim, é a maneira como Rogers consegue em apenas cinco páginas fazer-nos retratos credíveis das três personagens mais importantes. E pelo menos o miúdo tem esse retrato feito por duas vezes, pois depressa se torna claro que vai ser condenado a mudar de nome. E talvez não seja o único.

Esta é uma história divertida em que, mais que o resultado final propriamente dito, o que realmente sobressai é a perícia do escritor.

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