sábado, 21 de outubro de 2006

Pedofilia soft

Há qualquer coisa de perturbador num grupo de quatro meninas pré-adolescentes a cantar coisas como "mil e uma noites sábias / tu foste um homem das arábias"...

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Pumba!

A Terra está constantemente a ser atingida por tralha vinda do espaço. Agora, parece que um pobre septuagenário alemão ficou sem casa por causa de um calhauzinho que sobreviveu à entrada na atmosfera e causou um incêndio. O tamanho da coisa? 10 mm. Sim, milímetros.

Razão tinham os gauleses do Astérix em ter medo que o céu lhes caísse em cima da cabeça.

O sistemático prejuízo do Algarve

Quase sempre que se fazem contas e se distribuem dinheiros, o Algarve sai seriamente prejudicado em relação a outras zonas do país, especialmente quando se quer passar uma imagem de "objectividade" e se vai buscar dados estatísticos "objectivos" como a população ou o PIB per capita.

O problema é que o Algarve é a zona turística portuguesa onde é maior a desproporção entre a população residente (cerca de 400 mil pessoas) e a quantidade de pessoas envolvida na sua actividade económica, que pode chegar aos dois milhões.

Ora, todas as contas são feitas com base nos residentes. Vai-se ver o PIB per capita e é por cabeça residente, quando a verdade é que parte desse PIB é gerado por residentes de outros pontos do país que vêm para o Algarve na época alta do turismo não apenas para fazer férias mas também para trabalhar. Vai-se ver se a rede viária se adequa às necessidades e compara-se os km de estradas e auto-estradas com a população residente, quando a verdade é que esses km de estradas e auto-estradas têm de servir não só os 400 mil que cá vivem todo o ano, mas também o mais de milhão e meio que nos cai em cima de vez em quando. E quem fala de auto-estradas, fala de todas as infra-estruturas, fala de saneamento, fala de fornecimento de água e energia, fala de instalações de saúde, fala de comércio.

E já nem falo da engorda estatística que é consequência do Algarve ser local de refúgio de gente rica, porque isso levaria muito longe noutras direcções.

A consequência é que o Algarve recebe sistematicamente menos do que necessita e do que aquilo a que teria direito caso as contas fossem feitas tomando em atenção todas as suas características. E a consequência disso é que se é verdade que a vida dos residentes é razoavelmente confortável e de boa qualidade durante a época baixa, não é menos verdade que durante a época alta o Algarve se transforma, a muitos níveis, num verdadeiro inferno não só para os residentes como também — o que é pior no que diz respeito à economia — para os turistas. São os locais apinhados, são os intermináveis engarrafamentos nas estradas e nas ruas das cidades, são as idas às compras que se transformam em slaloms de pôr os cabelos em pé, cheios de encontrões e de bichas, são as sobrecargas ocasionais no sistema de distribuição de energia eléctrica que levam a cortes, são os odores nauseabundos vindos das ETARs, incapazes de lidar eficientemente com o excesso de efluentes, etc., etc., etc.

E depois, lá vem a lengalenga do costume, nos escritos sufocados dos escribas da imprensa, de referência ou não, que ano após ano cascam neste estado de coisas, clamando que o Algarve é isto e aquilo e aqueloutro. Não é que o Algarve o seja de facto: se fosse só para nós, os residentes, estava bastante bem equipado. É bom viver no Algarve na época baixa e eu, juro, não trocaria esta terra por nenhuma outra. Especialmente se pudesse daqui sair de 15 de Julho a 15 de Setembro todos os anos. Porque durante esses dois meses, é o sufoco, o Algarve não aguenta, rebenta pelas costuras, a qualidade de vida cai a pique, surge uma componente de stress em coisas tão simples como andar na rua, viver aqui ou andar por aqui torna-se algo difícil de suportar. Os escribas, coitados, não vêm nada a não ser isto. E cascam, cascam, cascam. Também a mim me apetece cascar, cascar, cascar, mas ao contrário deles, a mim apetece cascar neles, porque sei que quem traz o sufoco todos os anos são eles.

Há aspectos desse sufoco estival que são inevitáveis. Mas outros têm soluções, que passam também por deixar de fazer contas simplistas com a população residente quando de facto o maior impacto sobre o Algarve vem da população flutuante. População flutuante essa que é composta por vocês, amiguinhos. Por vocês, os que desta terra só conhecem a poeira e a multidão de corpos suados. É para vos dar condições a vocês que são precisas as infra-estruturas para dois milhões de pessoas. É por causa de vocês que a EN125 não poderá nunca ser vista como alternativa à Via do Infante. É para vos dar sítios para dormir, a vocês, que o litoral algarvio está praticamente transformado numa cidade contínua de Lagos a Tavira. É por causa de vocês (e duma rede perdulária), para vos dar que beber, cozinhar e lavar, que sofremos de falta de água. É para vocês que o Algarve precisa de mais. Nós já temos mais ou menos o que nos faz falta, ou pelo menos estaríamos melhor do que a maior parte do país caso vocês não viessem para cá todos os anos. Os investimentos que fazem falta são fundamentalmente para vosso usufruto. Metam isto, por favor, nas vossas cabeças.

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Livros de FC que ninguém lê?

Mas haverá doutros?

O Iraque, hoje

Um absoluto inferno. E vivam as consciências adormecidas que, no Ocidente, se deitam confortáveis com os seus soldados a pôr em prática (em teoria) conceitos tão imbecis como a imposição da democracia à bomba. Limpem as mãozinhas à parede, que fizeram um trabalho magnífico. Magnífico!

domingo, 15 de outubro de 2006

Mais um

E pronto: já tá mais um livro entregue ao editor. Este não será todo "meu", que é um livro de contos e há outro tradutor (e um dos bons). Mas é como se fosse: serão ao todo oito contos e uma introdução, e eu lá tive de verter para português (hehehehe... estes linguajares presunçosos partem-me todo) a introdução e sete dos contos.

Suponho que ao fim de alguns anos estes momentos passem com um encolher de ombros. Mas por enquanto, cada trabalho terminado traz consigo um sentido de realização que não é nada displicendo. Realização que, às vezes, vem acompanhada por um indisfarçável alívio.

Enfim; agora há tempo para tratar de uma série de assuntos pendentes. E alguns deles estão pendentes há demasiado tempo!

Ó pra ti a funcionar

Este vídeo é magnífico. Magnífico, digo-vos eu.

Vasco Pulido Valente, como sempre, engana-se

Diz o Vasco Pulido Valente no Público de hoje, a propósito do novo concurso pateta da RTP sobre os "grandes portugueses", que este vai ser um belo retrato dos portugueses de hoje.

Como de costume, engana-se redondamente.

O concurso até poderá constituir um belo retrato daqueles portugueses de hoje que lhe prestam alguma atenção. Os portugueses como o Vasco Pulido Valente, por exemplo. Para portugueses como eu, os portugueses que se estão nas tintas para concursos de popularidade parvos, e que têm mais que fazer do que ver nem que seja cinco minutos daquela chachada, portugueses esses que são tão portugueses como os outros, o concurseco não vai ser retrato nenhum. Tal como não vai ser retrato nenhum de outro tipo de português: aqueles que não têm nem telefone nem internet, o lupen-tuga que para gente como o VPV não interessa para nada. Mas que são tão portugueses como todos os outros.

Reaproveitar o lixo

Aqui na Lâmpada, durante muito tempo, reaproveitou-se lixo, primeiro com a spamesia e depois com a Spam Fiction. Mas julgam que sou o único? Nah! Aqui os Manos MacLeod utilizam o spam para fazer filmes em flash, numa série a que chamaram, logicamente, Spamland.

Welcome to the spam cultural crib, folks!

sábado, 14 de outubro de 2006

Mas que raio?!

A Lâmpada recebeu hoje aquela que terá sido, provavelmente, a visita que lhe foi mandada pelo Google com base na pesquisa mais bizarra: "raspar pêlos do pénis". Mas que raio?! Que haverá na Lâmpada que atraia uma pesquisa destas?...

Resposta do Google: a spam fiction intitulada O Teu Dia, onde constam as palavras raspar e pénis, mas não pêlos... o/a gajo/a deve ter tido que escavar bem fundo para vir cá parar, caramba!

As campanhas contra o Algarve e as suas consequências

É extremamente recomendável (não sou adepto de obrigações) ler este artigo que José Carlos Barros publicou no Jornal do Algarve e republica agora no seu blogue.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Perdão?...

Desculpem lá, mas vocês têm mesmo a certeza de que nos vão obrigar a pagar taxas de internamento por isto?

Juram?

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

A Lâmpada Mágica, Agosto de 2004

Mais um mês curtinho. Assim é rápido...

Literaturas

Versos avulso

- Nada a dizer
- As palavras
- Dias

Este blogue e os outros

- Só para que conste
- Oh, raios partam!
- Uma pérola da blogosfera

Políticas e afins

- Efeitos secundários de se saber demais
- Os Jogos Olímpicos e a manada
- Uma perguntinha indiscreta

Intimidades

- Hoje nasceu qq coisa
- Quando as experiências inibem a vida

Tentativas de humor

- As perguntas que eles fazem

Hoje recebi um nigerian scam porreiro

Pois. O entrevadinho cos-pés-pá-cova, tadinho ("chamado" Simon Robson, esse nome tão lusitano), era de... txarã!... Portugal!

A imaginação dos aldrabões não tem limites.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Cores celestes

Aqui a Lâmpada recebeu há pouco tempo uma visita de alguém que procurava por "james runcie cor céu", e eu, curioso, fui ver o que se apanhava com essa busca.

Pouca coisa: o site da editora, a Lâmpada, claro, um fórum onde está reproduzido o texto promocional sobre o livro, sem comentários, e duas coisas que desconhecia: uma crítica de Luís Mateus, bastante amável, no Portugal Diário, e um post num blogue onde não se compram jornais (pelo menos hoje), que acha o livro de leitura obrigatória.

Nenhum destes textos fala da tradução. Parece-me bom sinal.

Que digo eu?

Que digo eu? Milhares? Se calhar é mais correcto falar em centenas de milhares!

A Lâmpada Mágica, Julho de 2004

Um comentário ali em baixo recordou-me do motivo por que faço isto. E este mês é curtinho, portanto cá vai:

Intimidades

- Pois é...
- Para pôr num sítio há que tirar de outro

Literaturas

Versos avulso

- Triste
- Para um poeta que nunca soube que o era
- Corda

Política e afins

- Qual é a diferença entre isto...
- As certas alturas
- A minha experiência como membro de uma mesa de voto
- Sempre quero ver...
- Este país está a morrer?

Tentativas de humor

- Um comentário filosófico ao jeito de Lili Caneças

Meteo

- Derrete-se

Este blog e os outros

- Despendurar coisas penduradas

terça-feira, 10 de outubro de 2006

A Lâmpada Mágica, Junho de 2004

Mais um mês de arquivos. Devagarinho, vai-se avançando.

Este blog e os outros

- E já tenho traquebaque!
- Ainda a spamesia
- A Lâmpada por email
- Toc toc...

Intimidades

- Sem comentários...
- Hospitais
- Já devemos estar perto do Euro, não é?
- Bem-vindos ao admirável mundo novo dos hospitais-empresa
- O (meu) jogo inaugural do Euro 2004

Ficções

Spam Fiction

4. A Vida Bela de Klaus Miragata

Literaturas

- Sobre "A vida bela de Klaus Miragata"
- Ena, ena, uma crítica à séria!
- E viva o PÚBLICO e a sua promoção da leitura!
- Críticas e catalogações
- Spam Fiction
- Entretanto, noutro local...
- Aguarfurtadas nº 6

Política e afins

- E lá se foi o Reagan
- Na morte de Sousa Franco
- Respira-se um pouco melhor neste país
- Esquerda/direita aditivado
- Um post "vagamente" sádico

Tentativas de humor

- Sobre o dia de reflexão

Desculpa lá qualquer coisinha

Epah, desculpa lá que haja quem ache que um teste, ainda que de uma arma, ainda que provavelmente de uma arma nuclear, ainda que por um regime que é a maior aberração que existe hoje em dia à face da Terra, ainda que gravíssimo pelo que pode significar para o futuro, é menos grave no imediato do que o assassínio de inocentes às centenas ou aos milhares. Até porque perigos futuros são evitáveis, mas assassínios consumados não.

Posts como este fazem-me cá um asco!

(hum... e ali a listinha de blogues está se calhar mesmo a precisar de uma desinfecção)

Declaração

O Cais de Gaia é um GRANDE blog!

Mira elevada?

Não acham estranho que a malta da GNR, querendo sempre acertar nos pneus, acabe sempre por acertar nos passageiros dos carros? Serão as armas que têm a mira elevada? Serão lombas na estrada que se intrometem (sempre) nos disparos? Será deus-nosso-senhor a desviar a trajectória das balas, na sua infinda misericórdia, para que elas acertem nos culpados e não nos pobres pneus, coitadinhos, que de nada têm culpa? Será?

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

A Lâmpada Mágica, Maio de 2004

Outro mesito de arquivos, para não deixar atrasar. É neste mês que termina aquilo que a Lâmpada teve de mais interessante ao longo de toda a sua existência. De então para cá, decadência. Bem sei.

Spamesia

361. Ar
362. A tua música
363. Boing (o som que faz uma pequena pílula)
364. A tua fotografia
365. Lacunas
366. Tema de mensagem

Literaturas

- Fim
- Fast Fiction? Not for me!
- A Lâmpada Mágica apresenta...
- Spamesia em papel
- Uma spam fiction parente do Roger Rabbitt
- Sobre "Flor do Trovão"
- O que está incompleto na spam fiction?
- Sobre "A triste sina de uma rapariga triste"
- Sci-fi teen pop?
- Correcção de um erro

Ficções

- Tosse
- Resmungo redondo que rola
- Joselito
- As armas de destruição maciça
- A promessa do futuro

Spam Fiction

2. Flor do Trovão
3. A triste sina de uma rapariga triste

Tentativas de humor

- Uma pergunta e uma resposta provável
- Como funcionam pelo menos 95% dos políticos portugueses

Da língua que se escreve e fala

- Uma questãozinha ortográfica

FC

- Mais FC no Blog de Esquerda

Política e afins

- 22 dicas sobre como ser um homem às direitas
- Estão bem uns para os outros
- 150 mil provas
- Assassinos

Internet

- Spam do além
- 19 megabytes

Este blog e os outros

- A Lâmpada Mágica apresenta...
- Quantos?
- Anúncio importante
- Quem estiver mais de um mês sem dar notícias, leva com um †
- O grande paradoxo deste blog...

Livros

- <-------- Os livros que estão ali
- <-------- Os livros que estão ali

Todas as medalhas têm um reverso

E o reverso desta medalha do Bandeira é que a maior parte das pessoas que preferem o caminho diagonal para as palavras fá-lo para poder mascarar o insulto e a falta de respeito pelo(s) interlocutor(es) com um véu de dubiedade. Não é por haver candelabros no mato que ele deixa de ser mato. E não é obrigatório que o discurso directo ande despido de subtilezas e figuras de estilo.

A mais séria sondagem da história?

O Público online tem uma nova encarnação. Acho óptimo. Boa parte daquilo que foi pago por uns tempos voltou a ser gratuito, dando razão a todos os que sempre acharam que passar aos conteúdos pagos era uma patetice (ó um deles aqui). Mas o mais engraçado da nova versão do Público é uma sondagem que todos os artigos trazem agora. É assim:

Achou este artigo interessante? [ ] Sim

Uau! Mas que variedade de escolha!