Já estava a estranhar a demora em aparecer um poemazinho destes: a quadra é das formas poéticas mais comuns no nosso país, e já estranhava que não surgisse aqui nenhum poema composto por quadras. São poemas que podem ser bastante bons — António Aleixo, por exemplo — mas que também podem ser muito maus quando quem as faz não lhes conhece as regras. E parece ser este o caso de JoaKim Santos. As quadras de que se compõe Um Vento Gelado de Morte (bibliografia), que como o título sugere conta uma história de terror sobrenatural, têm uma métrica caótica e uma rima basicamente banal. É um poema sem ritmo, quando o ritmo é um dos elementos mais relevantes das quadras, que conta uma história que seria mais bem contada em prosa. Muito fraquinho. Muito fraquinho.
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