sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Lido: Máquina Macunaíma

Decididamente, há contos brasileiros que não são para serem lidos por olhos portugueses. Pelo menos sem um glossário.

Este Máquina Macunaíma de Luiz Bras é um desses contos, e confesso não o ter compreendido bem o suficiente para perceber se gostei ou não. Parece ser uma história que vai beber às mitologias indígenas brasileiras, servindo-se de criaturas mitológicas (ou se calhar não tão mitológicas, se calhar simples fauna local com nomes indígenas), mais que provavelmente alteradas, para contar uma história recursiva em que uns pobres curumins (aparentemente "crianças" em tupi) são repetidamente devorados por variados monstros de piroca grossa. Sim.

Tenho praticamente a certeza de que há aqui significados que me escapam, mas apercebo-me de algumas piscadelas de olho à ficção científica (há insetos-robôs, por exemplo) e de que embora o tom da narrativa seja marcadamente infantil, a narrativa propriamente dita está longe de o ser. Mas a verdade é que precisava de tradutor para perceber muito mais do que isto.

Textos anteriores deste livro:

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