segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Lido: O Menino Açafroado

Era uma vez um rei que era casado mas não tinha filhos. E assim começam dezenas de contos populares, este incluído, embora nem sempre se trate de um rei. Invariavelmente, segue-se um milagre qualquer, uma intervenção divina ou de alguma espécie de espírito ancestral, e o infeliz rei (ou não) lá obtém o filho tão desejado. Mas este vem sempre com um senão qualquer.

Com um título como O Menino Açafroado, está bem de ver que este conto recolhido por Afonso Coelho em Coimbra inclui artes mágicas e feitiços. Mesmo que não se perceba de imediato o que raio quer dizer "açafroado". Mas contrariamente ao que se possa supor, não é o menino o filho do rei. A história é mais complexa do que isso.

Sim, este é dos tais contos que dão pano para muitas mangas, com um enredo que percorre três gerações de uma família e uma maldição (o tal senão ali do primeiro parágrafo) que está relacionada com água de açafrão (e cá está a origem da bizarra palavra). Tudo resumido em três páginas, que apesar de tudo até acabam por transformá-lo num dos contos mais extensos deste livro. Os contos populares estão sempre reduzidos ao osso. Enchendo este de carne poderia ficar-se com um texto de fantasia razoavelmente longo... e basta isso para o tornar interessante.

Ah, sim, e no final tudo acaba em bem, claro. Nem precisavam de perguntar.

Contos anteriores deste livro:

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