segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Lido: Isaac Asimov Magazine, nº 2

É curioso mas sintomático: embora inclua uma história do próprio Isaac Asimov, monstro sagrado entre os monstros sagrados da FC, essa história não merece chamada de capa nesta revista, publicada no Brasil em 1990, ficando esta reservada para uma outra história que usa Asimov como protagonista. E de facto, embora isto talvez possa ser por muitos considerado heresia, o conto de Isaac Asimov que aqui se pode ler é dos menos interessantes deste conjunto de dez histórias. Pelo menos, está longe de ser o melhor; essa distinção cabe, a meu ver, à história de Nancy Kress, Renascimento. Está, até, algo longe de pertencer ao conjunto dos três melhores, composto pelo conto supracitado e pelas histórias de Bruce Sterling (Dori Bangs) e Kathe Koja (As Energias do Amor).

Mas também está muito longe de ser a pior das histórias desta Isaac Asimov Magazine, nº 2 (bibliografia), porque o conto de Hilary Rettig que ocupa essa posição (Aos Olhos de um Alienígena) está muito, muito abaixo de todos os outros. O conto de Asimov está, pois, na média. É um representante adequado do que este número da revista apresenta: contos em geral interessantes, entre o razoável e o bom, com um conto mais fraco e vários muito bons, numa mistura agradavelmente heterogénea em estilos, subgéneros e abordagens que é, afinal, aquilo que se quer encontrar numa publicação deste género (e é mesmo, caros amantes da uniformidade: uma refeição variada é imprescindível para se poder dar aos leitores a oportunidade de descobrir novas coisas que talvez lhes possam agradar e esse é o principal diferencial das revistas de contos e das coletâneas multiautorais).

E o que isto quer dizer é que este é um número da revista bastante bom. Lá no Goodreads hesitei bastante entre dar-lhe três estrelinhas (i.e., "gostei") ou quatro ("gostei muito") e se houvesse três e meia teria sido essa a minha escolha. Mas não há, e acabei por optar por quatro porque, no fim de contas, a leitura da revista acabou por ressoar um pouco mais comigo do que se tivesse lido os contos isoladamente.

E quanto a estes, eis o que achei de cada um deles:

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