quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Em 2018 falou-se de... ficção portuguesa

E agora que chegámos a 2019 e acumulámos 12 meses de referências no Ficção Científica Literária, está na altura de fazer um apanhado das obras de ficção científica (e relacionadas) que mereceram leitura e comentário na rede aberta de língua portuguesa durante o ano que passou. E, como acaba por ser muita coisa, vou dividi-lo em quatro posts: ficção portuguesa, ficção brasileira, ficção traduzida, outras coisas. Hoje é o primeiro: a ficção portuguesa.

Antes de mais, uma nota sobre convenções. Quando aparece um número seguido por um x, 2x, por exemplo, isso significa que houve ao longo do ano duas opiniões à mesma obra. Quando aparece um número seguido por um x e um +, 2x+, por exemplo, quer dizer que ao longo do ano houve pelo menos duas opiniões à mesma obra. É assim porque eu não comecei desde o início a contabilizar o número de opiniões, e pode ter havido opiniões múltiplas que não assinalei nos primeiros meses.

Isto despachado, eis a lista:

? (org.)
  1. Almanaque Steampunk 2017
  2. O Legado de Eros
  3. Uma Terra Prometida
Almeida, Miguel Vale de
  1. Euronovela
Alves, André
  1. Instintos (conto)
Barreiros, João
  1. Crazy Equóides
  2. Se Acordar Antes de Morrer
Barreiros, João; Ferreira, Ana; Gil, Ana Margarida; Claro, Ângelo; Figueiras, Carina; Jales, Filipa; Oliveira, Hugo; Ribeiro, Marta
  1. A Escolha de Hobson, (novela)
Barrento, Pedro
  1. O Algoritmo do Poder
Bizarro, António
  1. O Motor do Caos e da Destruição
Cancela, H. G.
  1. A Terra da Naumãn
Cardoso, Carmo; Machado, José
  1. O Jogo (conto)
Coelho, Alexandra Lucas
  1. A Nossa Alegria Chegou (2x)
  2. Orlando e o Rinoceronte
Dâmaso, Ana Cláudia
  1. Desleais
  2. Imprudentes
  3. Rebeldes
Dias, Ricardo
  1. O Marciano Humanista (conto) 
Elias, Vítor
  1. Pobres Diabos
Garcia, Nuno Gomes
  1. O Homem Domesticado
Gonçalves, Jonuel
  1. E Se... Angola Tivesse Proclamado a Independência em 1959?
Holstein, Álvaro de Soura; Leandro, Marcelina Gama (org.)
  1. Antologia Fénix I
Ladeira, António
  1. Os Monociclistas (3x)
  2. Seis Drones
Lobo, Sofia Guilherme
  1. Holocausto Lunar
Magalhães, Ângelo R. T.
  1. A Submissão dos Inocentes
Magalhães, Ana Maria; Alçada, Isabel
  1. O Ano da Peste Negra
  2. Uma Viagem ao Tempo dos Castelos
Matos, Melo de
  1. Lisboa no Ano 2000
Morais, José Manuel
  1. Livros que não Deviam ter Sido Escritos - XIV (conto)
Oliveira, João Pedro
  1. O Farol Intergaláctico (conto)
Pimenta, Samuel
  1. Os Números que Venceram os Nomes
Portela, Patrícia
  1. A Coleção Privada de Acácio Nobre
Portugal, Carina
  1. Doze Doses de Ilusão (conto)
  2. O Engenho dos Sonhos
Santos, José Rodrigues dos
  1. Sinal de Vida
Saramago, José
  1. A Caverna
  2. Ensaio Sobre a Cegueira (5x)
  3. História do Cerco de Lisboa
  4. O Homem Duplicado
  5. Objecto Quase
Silva, Carlos
  1. Anjos
Silva, Carlos (org.)
  1. Expansão (2x+)
  2. Lisboa Oculta
Silva, Luís Filipe (org.)
  1. O Resto é Paisagem (2x)
Soares, Bruno Martins
  1. Mission in the Dark
  2. Shark-Killer (3x+)
Ventura, João
  1. Conflitos Livrescos (conto)
  2. Tudo Isto Existe (3x)
Parece muito? Não é. Poupo-vos às contas fazendo-as eu. São 49 títulos, nem meia centena, 7 dos quais são contos. 42 títulos que correspondem a livros de novela para cima ou a compilações de contos, portanto. São 29 autores ou equipas de autores e mais dois organizadores de antologias. Isto para um ano inteiro de atividade. É pouquíssimo, mesmo que seja mais do que era norma aqui há alguns anos. E menos ainda parecerá quando compararmos estes números com os números equivalentes que vamos ter nos outros posts.

Como seria de esperar, por vários motivos, o autor mais comentado foi Saramago. Outros autores com quatro ou mais comentários foram António Ladeira (a surpresa do ano), Bruno Martins Soares e João Ventura, todos com novos lançamentos em 2018. E com pelo menos três, Alexandra Lucas Coelho e Ana Cláudia Dâmaso, também ambas com lançamentos este ano e esta última graças aos comentários aos três livros de uma trilogia num blogue.

E à exceção de João Ventura, nenhum destes nomes corresponde a um autor com presença assídua e de longa data (Soares tem-na, mas bastante mais recente) em publicações ligadas ao fandom português de FC. E tanto Saramago como Coelho e Ladeira são autores próximos do mainstream. Os motivos para isso são complexos e não cabe aqui discuti-los mas é um dado relevante que convém sublinhar.

Próximo balanço: ficção brasileira. Fiquem por aí.

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