sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

O Gerson leu o "Embaixadores"

Como sabe quem olhar para a notazinha de copyright aqui na Lâmpada, ao topo e à esquerda de cada página, eu ando nestas coisas dos blogues desde 2003. Há uma porrada de anos, portanto. Nesse interim, fui criando blogues, sobre isto e sobre aquilo, com os objetivos mais diversos, e a maioria acabou abandonada ou semiabandonada. Um dos blogues que hoje em dia estão semiabandonados é aquele onde fiz a publicação inicial do meu primeiro romance, Por Vós lhe Mandarei Embaixadores, e que hoje serve basicamente como sítio de divulgação da sua edição revista em papel. Ora, como não o divulgo muito, raramente alguém lá vai — no último ano houve 449 visitas, o que é o que nos dias que correm a Lâmpada recebe em dois dias... ou às vezes em um — e como raramente alguém lá vai nunca ninguém lá comenta... e como nunca ninguém lá comenta, eu só muuuuuito de onde em onde vou ver como param as modas por lá.

E foi esse o motivo de só agora ter dado por o Gerson Lodi-Ribeiro lá ter deixado um comentário... a 22 de maio último.

O Gerson gosta de me oferecer os seus livros. Sempre que publica um, lá vem um pacote Atlântico acima com um livrinho dentro, e às vezes com dois. Tenho vindo a lê-los, como quem acompanha a Lâmpada tem reparado, mas ele teve uma fase em que publicou bastantes, e ainda cá está um numa das pilhas. Lá chegaremos, mais tarde ou mais cedo. Mas claro que quando publiquei o Embaixadores em papel tive de retribuir, e lá foi um pacotinho com livro dentro, desta vez Atlântico abaixo. O livro é de 2013. Isto é, o livro é de 2008, mas só saiu em papel em 2013. Não me lembro se lho enviei logo nesse ano ou no seguinte, mas foi por aí.

E enviei-lhe o livro com uma dedicatória, onde expressava a dúvida sobre se a sátira que o livro contém, de olhos muito postos na política e nos políticos portugueses, funcionaria ou seria compreendida por um brasileiro, que em princípio não os conhece (e felizmente para ele, tantas vezes).

Agora ou, melhor dizendo, há mais de meio ano, o Gerson leu-o, e eis explicado o tal comentário. Suponho que ele não se importe que o transcreva para aqui:
Li o livro, afinal. Desculpe a demora. Hilário e, ao contrário do que temeste em tua dedicatória, plenamente compreensível aos leitores brazucas, exceto, talvez, quanto às "supostas" semelhanças entre personagens literários e figuras políticas de Portugal.

Além disso, encontrei alguns paralelos notáveis (ou nem tanto), com figuraças da política brasileira atual, mais de uma década após a gênese do livro, o que prova que algumas coisas não mudam...

Parabéns!
Gerson.
É o que eu digo: um só povo com um oceano no meio. Para o bem e para o mal.

Obrigado, pá.

E os Estranhos não estão esquecidos no Paraíso. Hei de resgatá-los, mais cedo que tarde.


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